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Levou mais de 12 horas, com direito a um susto relacionado à sua saúde [VIDEO], mas o presidente #Michel Temer (PMDB) terminou a noite desta quarta-feira, dia 25, com uma importante vitória. Por 251 votos favoráveis contra 233 contrários, a #Câmara dos Deputados optou por não encaminhar a nova denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Como já havia acontecido anteriormente, Temer demonstra seu poder no Congresso e celebra uma vitória que sepulta as chances imediatas de um encerramento prematuro de seu mandato, que se encerra no fim de 2018. Além disso, a vitória mostra que a base aliada do governo continua com considerável força parlamentar, o que pode facilitar a aprovação das reformas tributária e da Previdência, principais bandeiras da administração de Temer.

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Temer foi denunciado em setembro pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusou o presidente de chefiar uma organização criminosa batizada de “quadrilhão do PMDB” e de atrapalhar as investigações através de obstrução da Justiça. Antes, Temer já havia sido denunciado por Janot, que o acusou de corrupção passiva. Como desta vez, o presidente conseguiu barrar a #denúncia na Câmara, vencendo por um placar de 263 votos favoráveis contra 227 contrários.

Apesar da nova vitória, o placar registrado nesta quarta-feira mostra que a vantagem de Temer diminuiu em relação à votação da primeira denúncia, e que o presidente e seus aliados terão que fazer um esforço extra para garantir que deputados da base aliada que debandaram do apoio ao governo voltem a votar de maneira favorável durante as sessões das reformas.

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Para conseguir aprovar uma das reformas através de uma proposta de emenda à constituição (PEC), Temer precisará de 308 votos favoráveis, número consideravelmente superior aos 251 votos que angariou para se livrar da denúncia de Janot. O placar da quarta-feira também mostra que o governo errou em sua previsão. Antes da votação, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Câmara, afirmou que a base teria entre 260 e 270 votos.

Com atraso, oposição tentou adiar votação

Ciente de que dificilmente conseguiria os votos necessários para aprovar o envio da denúncia ao STF, a oposição tentou mobilizar seus deputados para que a sessão não atingisse o quórum mínimo e a votação fosse retardada ou adiada. Para que a votação fosse iniciada, era necessária a presença de ao menos 342 votos no Plenário, número que foi atingido pouco depois das 17h.

Segundo revelado ao portal G1 pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder da oposição, a ideia era que a votação fosse iniciada apenas no período da noite para que pudesse ser acompanhada por mais atenção pela maior parte da população, que já estaria em casa após a jornada de trabalho.

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A ideia dos opositores foi de tentar fazer Temer “sangrar” ainda mais, reforçando as acusações e minando a já afetada popularidade do presidente, que conta com apenas 3% de aprovação da população, segundo recente pesquisa do instituto Datafolha.

Com a votação iniciada, o governo conseguiu atingir os 172 votos necessários para barrar a denúncia por volta das 20h30, confirmando a validade da sessão com os 343 votos mínimos necessários por volta das 20h50.

Apesar da vitória, Temer não está livre das acusações imputadas por Janot. Com a decisão dos deputados, o presidente fica livre de responder ao processo durante seu mandato, mas poderá voltar a ser investigado pela Justiça pelos mesmos crimes após deixar a presidência, em 2019. Até lá, Temer respira um pouco aliviado para dar prosseguimento ao governo tampão que assumiu após a queda de Dilma Rousseff (PT), em maio de 2016.