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Com o desdobramento das investigações no âmbito da força-tarefa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, novas evidências e provas podem complicar ainda mais e de modo substancial, a situação do ex-presidente da República [VIDEO] Luiz Inácio #Lula da Silva, perante a Justiça Federal. Atendendo a uma solicitação do juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da Operação #Lava Jato em primeira instância, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Parana, a defesa do engenheiro Glaucos da Costamarques entregou ao magistrado paranaense uma documentação de extrema importância para o prosseguimento das investigações da força-tarefa.

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Trata-se de documentos que comprovariam as visitas realizadas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em relação ao registro de visitas da instituição hospitalar para que se possa averiguar se as visitas corresponderiam ao propósito de que fossem assinados os recibos de aluguéis referentes ao apartamento vizinho à cobertura do ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

Registros de visitas de contador de Lula

Com a posse de toda a documentação para que a força-tarefa da Operação Lava Jato possa se debruçar sobre como teriam ocorrido as visitas à instituição hospitalar supra-citada, já que o próprio estabelecimento entregou ao juiz Sérgio Moro, o registro das visitas, conforme divulgação à imprensa nesta quarta-feira (11), o contador do ex-presidente Lula, João Muniz Leite, teria se dirigido ao Hospital Sírio-Libanês.

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Entretanto, o mais intrigante para os investigadores da Lava Jato, é que João Muniz teria feito pelo menos três visitas ao engenheiro Costamarques, que se encontrava sob internação, devido a um problema de saúde. Porém, dessas três visitas realizadas para a assinatura dos aluguéis, duas teriam ocorrido num mesmo dia, o que acabou acarretando grandes dúvidas aos procuradores.

As investigações terminaram por colocar em "contradição" o contador João Muniz Leite, pois, ele havia dito em uma nota cuja data se refere a 28 de setembro, que teria visitado Costamarques no hospital, porém, não com o intuito para que o engenheiro pudesse assinar a todos os recibos de aluguel. Ele salientou que em alguns meses, já que embora tivesse em mãos todos os recibos, os mesmos mencionados não haviam sequer sido assinados. Já os advogados de defesa de Costamarques solicitaram ainda, a verificação de supostas visitas ao hospital, por parte do advogado e amigo de Lula, Roberto Teixeira. A defesa do engenheiro sustenta que tão somente após a ida de Teixeira à instituição hospitalar, é que o pagamento dos aluguéis teria ocorrido.

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A defesa de Lula argumenta que João Muniz Leite não teria prestado os seus serviços profissionais ao ex-mandatário. Porém, de acordo com o depoimento de Teixeira ao juiz Sérgio Moro, João prestaria serviços eventuais a ele e preencheria as informações inerentes ao impostos de renda de Lula e de sua esposa falecida, Marisa Letícia. O Ministério Público Federal indaga e suspeita da autenticidade dos recibos entregues a Moro pela defesa de Lula. O magistrado pediu que fosse expressamente informado se a defesa possuiria os recibos originais. Nesta quarta, os advogados de Lula afirmaram que irão repassar esses recibos, porém, solicitaram a presença de um perito. #SérgioMoro