A cada investida da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as coisas pioram. Dessa vez, a inversão aconteceu após a apresentação dos recibos de locação apresentados por seu advogado, com a finalidade de provar que Lula não é proprietário e sim locatário de um imóvel citado na Operação #Lava Jato que, segundo as investigações, é produto de propina paga pela construtora Odebrecht ao ex-presidente Lula.

As provas da contradição

Nessa semana, o hospital Sírio Libanês, através de ofício, entregou os registros das visitas do contador de Lula, João Muniz Leite, ao suposto proprietário do imóvel, o engenheiro Glaucos Costamarques, ao Juíz Federal Sergio Moro responsável pelos processos na Lava Jato.

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Essas visitas teriam acontecido em dezembro de 2015.

Conforme informações do hospital, Roberto Teixeira (compadre e advogado do ex-presidente Lula) não fez nenhuma visita ao investigado [VIDEO] e suposto proprietário do imóvel em questão, o engenheiro Glaucos Costasmarques.

Esse documento enviado ao Juiz Sergio Moro derruba a defesa do ex-presidente Lula que, até então, alegava que o apartamento vizinho ao seu, o 121 do edifício Hill House, em São Bernardo do Campo (SP), era alugado, e prova a tese que Glaucos Costamarques teve contradições em seu depoimento a Moro.

Costamarques, possível ‘laranja’ do ex-presidente Lula que é investigado na operação Lava Jato, afirmou não ter recebido qualquer valor referente a aluguéis no período de 2011 a 2015 e os mesmos só começaram a ser pagos depois das visitas do advogado Roberto Teixeira e do contador de Lula, João Muniz, que o buscaram para que rubricasse os recibos.

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A contradição levantada pelo Juiz Sérgio Moro

Em seu depoimento, Glaucos disse a Moro que Roberto Teixeira o visitou no mês de novembro e João Muniz em dezembro de 2015, respectivamente, porém o documento enviado pelo hospital desmente o depoente e afirma que somente o contador esteve três vezes no local visitando Glaucos nos dias 3, 4 e 5 cinco de dezembro de 2015.

O contador João Muniz, também ao enviar afirmações manuscritas ao Juiz Sérgio Moro, acabou transparecendo algumas contradições do depoimento de Costamarques, pois ele alega que além de já ter prestados serviços contábeis a ele, nega que esteve no hospital com a finalidade de que o engenheiro rubricasse os recibos de aluguel do apartamento de São Bernardo do Campo.

Os argumentos da defesa do ex-presidente Lula

A defesa de Lula informou ao juízo que pretende entregar os recibos originais (em setembro foram apresentadas cópias) e assim comprovarão a locação do apartamento de São Bernardo do Campo e os respectivos recibos de pagamentos de aluguel do imóvel, vinte e seis no total. E também pretende apresentar mais seis referentes ao ano de 2011 que estarão à disposição da Justiça para serem periciados se for necessário. #laranja de Lula #Lula da Silva(PT)