Publicidade
Publicidade

O ministro Luiz Edson Fachin, que é relator da Operação #Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento do inquérito que foi aberto para investigação dos senadores Romero Jucá (#PMDB-PA) e Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ex-presidente da República José Sarney, do PMDB. Há cerca de um mês, Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, teria solicitado ao ministro do STF que ordenasse o arquivamento deste inquérito que se encontrava em aberto.

Um dos delatores da Lava Jato teria suspeitado dos três peemedebistas tentarem atrapalhar as investigações da operação. Conversas do ex-dirigente da Transpetro Sérgio Machado foram gravadas, onde indicavam certo esquema em modificar os planos das investigações sobre a corrupção na Petrobras.

Publicidade

O inquérito foi aberto a mando de Fachin, após pedido de Janot. Nas conversas gravadas, Machado e Jucá estavam sugerindo uma mudança no governo com objetivo de ficar mais viável o pacto de estancar a sangria, ou seja, diminuir as suspeitas da Lava Jato.

No mês de julho deste ano, a PF (Polícia Federal) já tinha falado que uma suposta intenção não era considerada um crime. Por isso, os políticos não teriam cometido crime algum.

No pedido de arquivamento, Rodrigo Janot continuou seguindo a linha da Polícia Federal, afirmando que a divulgação das gravações trouxe à tona "toda estratégia então planejada". "Certamente, se não fosse a revelação, os investigados tentariam levar adiante seu plano", ponderou o ex-procurador-geral. Se assegurando que nunca cometeu crime nenhum, o senador Renan Calheiros alegou que as denúncias eram injustas e irresponsáveis.

Publicidade

Ainda disse que foi uma demonstração de que alegações mentirosas não superam as histórias reais.

Sérgio Machado afirma que a colaboração do ex-presidente da Transpetro é muito ampla e que as investigações devem ser bem específicas.

Na terça-feira (10), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou mais uma denúncia contra Calheiros em relação à Lava Jato [VIDEO]. O senador também é réu, por outro crime, mas que não tem relação com a corrupção na Petrobras.

No mês de dezembro do ano de 2016, o senador foi suspeito e acusado de desvio de dinheiro. De acordo com a denúncia, ele destinou uma parte deste dinheiro para um gabinete e, com isso, não prestou serviços no ano de 2015.

Sendo investigado por mais seis inqueridos na Lava Jato, Calheiros é alvo também na Operação Zelotes [VIDEO], que apura os crimes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que é o tribunal de recursos da RF (Receita Federal).

Jucá responde a mais de dez inquéritos da Lava Jato e da #Operação Zelotes. No mês de agosto deste ano, ele foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro.