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No dia 5 de março de 2016, a ex-presidente #Dilma Rousseff visitou seu colega, o líder do Partido dos Trabalhadores e ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, um dia após a Polícia Federal levar Lula para prestar depoimento coercivamente em processos da Operação Lava Jato. Um bom tempo depois da visita de Dilma a Lula, o juiz da 8° Vara Criminal de São Paulo, Hong Kou Hen, fez declarações sobre o caso.

O juiz deixou bem claro que ao visitar um amigo, ainda que o uso do transporte oficial do governo seja "aceito", a visita de Dilma a Lula não teria nenhum interesse público em questão, apenas interesses pessoais. O juiz disse que não cabe atribuições constitucionais, legais ou regulamentares para justificar essa visita.

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No entanto, o juiz disse que não caberia a devolução do dinheiro público [VIDEO] utilizado nessa viagem, como os valores dos trajetos e gastos com a equipe utilizada por Dilma. A investigação foi consequência de uma ação popular do Movimento Contra a #Corrupção (MCC), que tem como autor o advogado Júlio Cesar Martins Casarin. Segundo informações do portal "Época", o advogado ainda irá recorrer sobre a decisão do juiz.

O objetivo é que Dilma ressarça os cofres públicos do dinheiro utilizado nessa viagem. Casarin quer a condenação da ex-presidente petista e disse que Dilma pode apoiar quem ela desejar politicamente, desde que não seja utilizando o dinheiro público para seus interesses pessoais.

Governo dos petistas Dilma Rousseff e Lula

As investigações da Operação Lava Jato [VIDEO] colocaram em evidência gastos com Medidas Provisórias (MPs) nos governos de Dilma Rousseff e Lula.

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Cerca de 29 medidas estão sob suspeita de terem sido elaboradas ou até mesmo alteradas após pressão existente de empresas ocasionando pagamentos de propinas avaliados em R$ 625,1 milhões. Essas leis teriam sido aprovadas no Congresso Nacional justamente durante o governo dos petistas.

Além de Dilma e Lula, o atual presidente Michel Temer também tem envolvimento no caso. Os valores de propinas que foram distribuídos para deputados e senadores representariam apenas uma parte de processos de corrupção apresentados em delações premiadas homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF) e denúncias da Procuradoria Geral da República.

Investigações ainda não conseguiram determinar o quanto o governo deixou de receber de impostos devido a aprovação dessas leis que beneficiam grandes empresas.