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O Supremo Tribunal Federal (STF) está vivendo momentos de turbulência e de interpretações diferentes que, em alguns casos, podem causar injustiças.

A presidente da Corte, Cármen Lúcia, está sendo pressionada por outros ministros a colocar em pauta uma nova votação sobre a possibilidade de réus condenados em segunda instância irem presos.

No ano passado, foi estabelecido que poderia ocorrer a antecipação da pena antes de esgotarem todos os recursos. Essa decisão deveria ser seguida por todos os tribunais do país, porém, no próprio #STF, ministros não cumpriram as regras definidas. O caso mais recente é de Gilmar Mendes que forneceu vários habeas corpus para condenados e livrou-os da prisão.

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Isso gerou muitas críticas.

Desde que ocorreu o julgamento, muitos ministros revelaram a vontade de mudar o seu entendimento e isso tem causado mais confusão na Corte e pressão popular.

Gilmar Mendes é um dos que decidiu mudar de lado e é a favor que os condenados fiquem livres até que seja confirmada todas as suspeitas de crimes. Porém, uma ministra está fazendo o contrário de Mendes e causando mais polêmica dentro da Corte. #Rosa Weber, que antes havia decidido que os réus deveriam ficar soltos à espera da decisão definitiva de seus casos, está cogitando mudar de lado e seguir a mesma tese do juiz federal Sérgio Moro [VIDEO].

Apenas para ressaltar, Moro deu várias palestras e defende a prisão em segunda instância para que os corruptos não tenham a oportunidade ocultar provas, complicar investigações, causar ordem pública e até mesmo fugir do país.

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Rosa Weber disse que está estudando melhor o caso e se caso ocorrer novo entendimento, há a grande possibilidade dela mudar de lado.

Tensão

O ministro Alexandre de Moraes, que entrou no Supremo no lugar de Teori Zavascki, pode não seguir o pensamento de Teori e decidir pela liberdade provisória dos condenados. Isso seria péssimo para os rumos da Lava Jato, de acordo com os investigadores.

O relator do caso, o ministro Marco Aurélio, deseja que haja nova votação. Ele mesmo tem tomado decisões seguindo as suas convicções, ou seja, passando por cima do que foi decidido no ano passado.

Corruptos livres

Uma coisa é certa, se houver um novo entendimento da Corte, muitos suspeitos de corrupção, denunciados e condenados, podem se ver livres da prisão, já que a Justiça brasileira é lenta. Um dos que se beneficiaria com isso é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. #SérgioMoro