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A procuradora-geral da República, #Raquel Dodge, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra um pedido dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO]. A defesa do petista quer que o processo em que ele é acusado de tentar "frear" a Operação Lava Jato seja julgado pela Corte. O ministro Edson Fachin havia determinado enviar o caso para a Justiça Federal do Distrito Federal.

A denúncia foi feita no começo de setembro pelo ex-procurador-geral da República, #Rodrigo Janot. Ele abriu o processo de acusação contra #Lula, contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro Aloizio Mercadante por obstrução à Justiça.

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Janot tinha pedido, na época, que todo o processo fosse julgado no Supremo, já que haviam indícios com fatos que já estavam em andamento no tribunal. Os acusados negam qualquer irregularidade.

O ministro Fachin não concordou com Janot e decidiu que o processo fosse enviado à outra instância, já que nenhum deles possui foro privilegiado. Raquel Dodge decidiu apoiar Fachin e também concorda com ele sobre a sua determinação, contrariando a defesa de Lula e o próprio entendimento de Janot.

No parecer encaminhado à Corte, a procuradora-geral da República afirma que não há necessidade de ficar com a Suprema Corte supostos casos específicos de crimes cometidos por organização criminosa investigada que não tenham o benefício especial do foro privilegiado.

Denúncia

Janot denunciou Lula e o ex-ministro Mercadante apenas uma vez, já a ex-presidente Dilma [VIDEO]foi alvo de três denúncias.

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De acordo com Janot, Dilma tentou proteger Lula ao nomeá-lo para ministro dela, bem no momento em que a Lava Jato se aproximava do petista. Janot falou que Mercadante era o homem de confiança da ex-presidente e foi o responsável em conversar com um assessor do senador cassado Delcídio do Amaral para tentar evitar que ele fizesse um acordo de delação premiada. Os áudios acabaram sendo gravados na época pelo assessor e entregue à Polícia.

Alerta

A terceira denúncia contra Dilma foi em decorrência das mensagens e telefonemas trocados entre ela e os marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Eles eram os responsáveis pela campanha presidencial da petista. Segundo Janot, foi notado explicitamente um alerta de Dilma ao casal dizendo que eles poderiam ser presos.

Raquel Dodge tem demonstrado que possui posições diferentes de Janot e quer se mostrar firme no comando da PGR.