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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (#CPMI) aprovou requerimentos para que fossem convidados a participar de uma audiência pública o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o juiz federal Sérgio Moro, grande responsável pela Operação Lava Jato [VIDEO], e o coordenador da Operação e procurador da República, #Deltan Dallagnol. A grande discussão que envolverá os convidados é o método de delação premiada, muito defendida por Moro e pela força-tarefa da Lava Jato.

A intenção do encontro seria para melhorar a legislação, conforme informações dos integrantes da CPMI. Serão convidados também o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamarchia, e o ex-juiz Marlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa.

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A aprovação para os convites aconteceu na sessão em que se ouviria o ex-executivo da JBS, Ricardo Saud. Durante o depoimento, ele preferiu ficar calado e disse que só falaria quando fossem normalizados os seus benefícios de colaboração com a Justiça. Ele havia firmado um acordo com o Ministério Público Federal (MPF), mas a delação acabou sendo suspensa.

Outros nomes que surgiram para que fossem feitos convites para participarem da audiência pública são da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do ministro da Corte, Luis Roberto Barroso. Um dos parlamentares acabou lembrando da confusão que ocorreu entre Barroso e Mendes, e eles acharam melhor não convidar Barroso dessa vez.

Convocação

O procurador regional da República, Eduardo Pelella, foi um dos convocados a depor como testemunha.

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Ele era o braço direito de Rodrigo Janot e foi um dos envolvidos no acordo de delação dos executivos da JBS. Ele será obrigado a estar presente. O responsável em firmar a convocação do procurador foi o presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO).

Intrigas

A presença de Gilmar Mendes junto com Deltan Dallagnol promete ser eletrizante. Deltan tem sido, nas últimas semanas, um dos grande críticos do ministro.

Quando ocorreu a discussão entre Barroso e Mendes no Supremo, sobre a soltura do ex-ministro José Dirceu, Deltan deixou bem claro que quem soltou o petista foi Gilmar Mendes e não Barroso. Mendes tinha dito que o responsável em soltar Dirceu era Barroso, que na hora ficou irritadíssimo e rebateu criticando as atuações do ministro frente a decisões polêmicas que, para ele, são injustas. Além disso, Deltan não compactua com as ideias de Gilmar. #SérgioMoro