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O ex-presidente da República Luiz Inácio #Lula da Silva, deverá esclarecer perante a Justiça se tem originais de recibos do aluguel de um apartamento localizado na região do ABC paulista, em São Bernardo do Campo, no Edifício Hill House. O imóvel está envolvido em um processo na Justiça em que o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) responde como réu. Lula se encrencou nas investigações da Operação Lava Jato, sendo acusado de crimes de corrupção [VIDEO] e lavagem de dinheiro.

Segundo investigações dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF), a empreiteira Odebrecht custeou a compra do empreendimento que ficou no nome de Glaucos Costamarques, coincidentemente ou não, o engenheiro é primo de um dos amigos do ex-presidente, José Carlos Bumlai.

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Lula também é acusado de receber propinas da Odebrecht através de um terreno onde foi construída a sede do Instituto Lula. O valor do terreno foi avaliado em R$ 12,5 milhões.

Documentos contraditórios

A defesa do ex-presidente apresentou documentos para lá de suspeitos para a Justiça. No dia 25 de setembro, recibos constando um contrato entre a ex-primeira-dama Marisa Letícia e Costamarques foram entregues a Justiça. No entanto, dois desses recibos apresentaram datas inexistentes no calendário, fazendo com a Justiça averiguasse profundamente e desconfiasse das provas do ex-presidente. Os documentos também apresentaram erros ortográficos repetidos.

Os procuradores afirmaram que os documentos são "ideologicamente falsos". No dia 4 de outubro, o Ministério Público Federal do Paraná entrou com uma perícia e chegou a esta conclusão.

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da Lava Jato em primeira instância, afirmou que "há dúvida". Então, ele pediu para que a defesa do ex-presidente apresente os recibos originais para solucionar essa controvérsia. Caso os recibos originais não existam ou não apareçam, Lula poderá ser acusado de falsidade ideológica.

Na intimação escrita por Moro, o juiz federal dá um prazo de cinco dias para a defesa apresentar as provas e esclarecer o caso. Também cita que deverá ser "esclarecido expressamente" que os originais existem e deverão ser depositados em secretaria.

Glaucos Costamarques disse, através de sua defesa [VIDEO], que recebeu aluguéis do ex-presidente no final de 2015, e que ele teria feito recibos que foram assinados em 2015, em um momento em que estava mal de saúde e hospitalizado. #Corrupção #Sergio Moro