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Ex-deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) prestou nesta segunda-feira, dia 6, um depoimento ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, que investiga os desdobramentos da Operação Sépsis.

No interrogatório, Cunha – que está preso desde outubro do ano passado [VIDEO] em virtude de seu envolvimento nos escândalos da Operação Lava-Jato – negou ter recebido dinheiro do empresário Joesley Batista, da JBS, para não firmar um acordo de delação premiada que supostamente comprometeria o presidente Michel Temer (PMDB).

Investigado agora pela operação que apura um suposto desvio de verbas do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do FGTS, administrado pelas Loterias e Caixa Económica Federal, Cunha voltou a negar ter se beneficiado financeiramente, afirmando que está sem renda e em situação de “absoluta penúria”.

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“Neste momento estou sem renda. Absolutamente sem renda. E os bens bloqueados. É uma situação de absoluta penúria”, declarou o deputado cassado.

Durante o depoimento, Cunha também afirmou estar tendo dificuldades para manter seus advogados. “Não consigo me defender”, disse o ex-presidente da Câmara. “Se estivesse no Paraná, não teria condições”, afirmou, em referência ao estado onde tem cumprido pena desde dezembro do ano passado.

Condenado por Sérgio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão, Cunha está detido desde outubro de 2016. Em dezembro do ano passado, o ex-deputado foi levado ao complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Em virtude das audiências da Operação Sépsis, Cunha foi levado a Brasília, onde permanece desde meados de setembro. #Propina #Lava Jato #Eduardo Cunha