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A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, nomeada pelo presidente da República Michel Temer, após o encerramento do mandato à frente do Ministério Público Federal de Rodrigo Janot, se manifestou a respeito de um assunto extremamente conturbado e até mesmo, "espinhoso", em se tratando de uma possível nova decisão a ser dada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO]. Em um discurso recheado de críticas à situação de #Corrupção que permeia a realidade no cenário político brasileiro, na noite desta quarta-feira (01), a procuradora Raquel Dodge foi contundente ao afirmar que sua agenda de trabalho está destinada à "luta pelo fim da impunidade" no Brasil.

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Entretanto, de acordo com a atual chefe do Ministério Público Federal para que isso venha a ocorrer, torna-se necessário que seja defendido por meio do Supremo Tribunal Federal, a manutenção de uma decisão já proferida anteriormente pela mais alta Corte de Justiça do país, que se refere ao entendimento sobre a autorização de prisões, a partir de condenações em segunda instância.

Discurso em consonância com o juiz Sérgio Moro

O discurso da procuradora Raquel Dodge ocorreu durante a abertura do 34º Encontro Nacional dos Procuradores da República, em Porto de Galinhas, no estado de Pernambuco. As palavras de Raquel Dodge entoam a mesma opinião do juiz Sérgio Moro. Ambos se posicionam contrários à mudança de entendimento por parte do Supremo Tribunal Federal, em se tratando da condenação de criminosos em segunda instância, conforme a Corte já havia decidido antes e que corre sério risco de que essa decisão seja reformada, já que alguns dos ministros dão sinais de que podem mudar os seus votos.

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Vale ressaltar que o juiz Sérgio Moro é o titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e responsável pela condução das investigações em primeira instância, da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], considerada a mair operação de combate à corrupção na história contemporânea do país e uma das maiores em todo o mundo.

Segundo Raquel Dodge, se caso o Supremo vier a mudar seus votos, em razão da não manutenção de prisão, após condenação em segunda instância, a Suprema Corte do país estará com sua credibilidade comprometida. Em alusão à revogação da portaria que dificulta o combate ao trabalho escravo no país, Dodge foi enfática ao afirmar que o papel da Procuradoria-Geral da República é proteger os escravos de outros seres humanos e combater os escravos da ganância. Numa frase, Raquel Dodge sintetizou seu pensamento: "Ninguém acima da lei, ninguém abaixo da lei". #STF #Lava Jato