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Uma reforma ministerial [VIDEO] no governo de #Michel Temer já é algo esperado para as próximas semanas. Após muita pressão feita pelo Centrão, o peemedebista resolveu ceder e deve realizar as mudanças até o fim do ano. Pelo menos isso era o que se imaginava até o começo da semana. Nesta quarta-feira (15), feriado da Proclamação da República, a notícia do dia é que uma reforma ministerial ampla como era especulada não deve sair do papel. Uma leva muito grande de mudanças não caiu bem aos olhos dos aliados

A ideia inicial do Planalto era de afastar todos os ministros que pretendem concorrer nas eleições de 2018 até o dia 15 de dezembro.

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Segundo informações da repórter do G1 e da Globo News, Andréia Sadi, o peemedebista se reuniu com assessores e ministros na última terça-feira (14) e percebeu que não há um consenso no governo sobre a reforma. A jornalista deu como exemplo os ministros Moreira Franco e Mendonça Filho. Para o primeiro, mudanças amplas devem ocorrer; já o segundo apoia que a situação do PSDB no governo deve ser inicialmente avaliada, para só depois focar nas pastas ministeriais.

Gerson Camarotti, também repórter do G1 e da Globo News, completou a informação da colega de emissora. Segundo ele, os partidos da base aliada estão resilientes com essa reforma ampla, pois o objetivo da pressão feita era o de desalojar o PSDB das quatro pastas que ocupam e remanejar o poder. Ao invés disso, com mudanças mais sensíveis, corre o risco de alguns partidos acabar perdendo também espaço.

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Camarotti também informou que alguns partidos discordam da ideia do Planalto de já afastar do cargo ainda em 2017 os ministros que pretendem disputar as eleições de 2018. Como exemplo, o jornalista citou PSD e DEM, que ocupam as pastas de Comunicações, Ciência e Tecnologia (Gilberto Kassab) e Educação (Mendonça Filho).

Retalhada

O jornalista Josias de Souza, do UOL, postou em seu blog a informação de que Temer está avaliando a possibilidade de realizar a reforma ministerial em duas "parcelas". Como já é tradicional em seu governo, quando toma uma decisão, sofre algum tipo de pressão e volta atrás, o peemedebista ouviu de um aliado do Centrão que poria "fogo" no governo caso tomasse a decisão de afastar todos os ministros de uma vez e já repensa o que fazer.

A razão da covardia de sustentar o que havia programado tem nome e sobrenome: Henrique Meirelles. Se cogita a possibilidade do ministro da Fazenda disputar a eleição presidencial como o representante do governo. Com isso, Meirelles também deveria ser exonerado do cargo em dezembro.

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Michel Temer achou que esse não seria um sinal bom a dar ao mercado e queria manter o ministro no cargo até março, quando seria obrigado, por lei, a afastá-lo caso Meirelles fosse mesmo disputar a eleição.

Percebendo essa manobra de Temer, diversos partidos que ocupam pasta no governo resolveram pressionar o Planalto e deram seus argumentos defendendo seus correligionários. A partir daí, a convicção - se é que pode ser chamada assim - de Temer mudou e sua reforma ampla que até terça-feira (14) de manhã estava garantida, já não existe mais.

Penca de mudanças

O senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do PMDB e líder da bancada do governo no Senado, afirmou que o Planalto deve realizar 17 mudanças nos ministérios - são 28 no total.

"É uma reforma ampla, são 17 ministérios que ficarão vagos no prazo que o presidente determinar. Então, cabe ao presidente agora começar esse processo e ele vai definir o ritmo das mudanças", afirmou Jucá.

Com a mudança ampla, o Centrão resolveu fazer uma nova exigência ao governo: quer as quatro cadeiras que são ocupadas atualmente pelo PSDB [VIDEO] para poder votar a reforma da Previdência. A ideia de Temer era manter dois tucanos ainda nos ministérios. #Dentro da política