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Apesar de estar preso há mais de um ano [VIDEO], o ex-deputado e ex-presidente da Câmara, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continua dando o que falar no conturbado cenário da política brasileira.

Interrogado nesta terça-feira, dia 6, Cunha negou que teria recebido dinheiro de Joesley Batista, da JBS, para manter-se em silêncio sobre um suposto envolvimento do presidente #Michel Temer (PMDB) em esquemas de corrupção. As informações foram veiculadas pela Agência Brasil.

O ex-deputado foi ouvido em audiência da Operação Sépsis, que investiga supostos desvios do Fundo de Investimentos do FGTS que envolvem, entre outros, o presidente Temer e o atual ministro Moreira Franco (Secretária-Geral da Presidência), que na época atuava como vice-presidente do Fundo de Governo e Loteria da Caixa Econômica Federal, órgão responsável pela verba que teria sido usada de forma irregular após pagamento de #Propina do grupo Bertin.

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A acusação citada por Cunha em seu depoimento foi revelada em maio deste ano, quando Joesley Batista forneceu áudios de ligações suas com o presidente Temer ao Ministério Público Federal (MPF). Em uma das ligações, Batista diz estar pagando uma mesada para manter Cunha calado na prisão, ao que Temer concorda. “Tem que manter isso aí”, diz o presidente em uma das gravações.

Segundo Cunha, o áudio que escandalizou ainda mais o cenário político nacional e abriu uma enorme crise no governo Temer foi “forjada” pelo MPF e pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, para incriminar o presidente. Segundo Cunha, a hipótese de que teria recebido dinheiro para não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público seria falsa. Falando sobre sua condição financeira, o ex-deputado chegou a dizer que está em uma situação de "absoluta penúria".

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“Não existe essa história de dizer que estou em silêncio porque estou recebendo para não delatar”, disse Cunha ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, onde prestou depoimento após ser levado de Curitiba, onde cumpre pena desde dezembro do ano passado.

“Parte disso é forjado para imputar crime ao Michel [Temer]. Deram uma forjada, e o seu Joesley foi cúmplice dessa forjada, e está pagando por isso agora”, completou Cunha, referindo-se ao fato de que Joesley Batista também está preso após ter violado os termos de sua delação premiada.

“Eu faço melhor”, diz Cunha sobre planilhas de Funaro

Durante seu depoimento, Cunha também aproveitou para atacar o operador financeiro Lúcio Funaro, que em recente acordo de delação premiada revelou supostos esquemas de corrupção que envolvem Temer, Cunha e outros membros do PMDB.

No interrogatório, o ex-deputado foi questionado pelo procurador da República Anselmo Lopes sobre a autencidade de sua assinatura em uma planilha de pagamentos de propina apresentada por Funaro.

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“Ele é contraditório. Ele fala que não sabe quanto de propina teria me passado”, disparou Cunha, que aproveitou para ironizar o doleiro. “Se o senhor me der um computador aqui, me permitir, eu vou fazer uma planilha melhor do que a dele. Vou fazer colorida, vou botar florzinha, vou fazer tudo o que precisar fazer, vai ficar bonita e vai ter mais credibilidade que a dele”, disse.

Ainda no depoimento, Cunha atacou mais uma das informações de Funaro, classificando como “ridícula” a afirmação do doleiro de que ele teria recebido dinheiro para colocar em ação o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), cujo cargo foi posteriormente ocupado pelo então vice-presidente Michel Temer, colega de partido de Cunha.

“Nessa data do impeachment tinha seis meses que não encontrava ele”, disse Cunha, afirmando que não se encontrou com Funaro no período que antecedeu o impeachment de Dilma.