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Com um discurso apostando no "novo" na política e com o lastro de ter sido um empresário de sucesso, João #Doria venceu a eleição municipal em São Paulo, em 2016, em primeiro turno e logo se transformou em um dos políticos em evidência no sempre tumultuado cenário político vivido pelo Brasil.

Com um #PSDB dividido entre as recentes derrotas eleitorais quando tentou a presidência e o polêmico envolvimento de Aécio Neves nas delações dos empresários da JB&F, o partido se viu em uma encruzilhada - ainda não resolvida - para 2018. Doria, pela reputação adquirida no início de gestão em São Paulo, se tornou uma opção natural dos tucanos para o novo pleito.

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Ele até chegou a organizar agendas de viagens por outros estados brasileiros, em um claro objetivo de "nacionalizar" mais o seu nome, mas o desempenho nas pesquisas prévias às eleições de 2018 nunca foi animador. Além disso, seu padrinho político Geraldo Alckmin, atual governador de São Paulo, deixou claro em mais de uma ocasião que estava interessado em representar o PSDB na disputa eleitoral de 2018.

Dentro desse cenário e dos últimos acontecimentos, Doria reconheceu, nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que não deverá ser opção de voto dos brasileiros entre os presidenciáveis em 2018. Ao mesmo tempo, colocou-se à disposição para defender o PSDB na disputa do governo do estado de São Paulo.

"Essa é uma opção, sim. Se essa opção vier a fortalecer a posição do PSDB, se essa opção vier a fortalecer a candidatura do Geraldo Alckmin para que possa vencer e se tornar presidente, eu devo estar ao lado do Brasil.

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Do Brasil e das pessoas que podem ajudar o nosso país", declarou.

Alckmin deve ser o candidato do PSDB

Durante praticamente todo o primeiro semestre de 2017, especulou-se que Alckmin e Doria, apesar de serem ligados politicamente, disputariam uma espécie de prévia partidária do PSDB para definir quem representaria o partido nas eleições presidenciais de 2018.

No entanto, a possibilidade de Doria se candidatar perdeu força dentro do partido, que constatou uma queda de popularidade do ex-empresário. Segundo informou a revista Valor, João Doria deve se concentrar com mais força na gestão municipal [VIDEO] de São Paulo a partir de agora.

Para eleger-se em 2016, quando venceu facilmente em primeiro turno e tornou-se prefeito de São Paulo, João Doria contou com o fortíssimo apoio de Geraldo Alckmin, seu principal cabo eleitoral dentro de uma campanha sem sustos. Agora, Doria mantém o discurso de que, se eventualmente vier a se candidatar como governador, antes precisará do apoio de Alckmin.

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"Essa candidatura dependeria do nosso partido, do governador Alckmin, que é uma liderança extremamente significativa nacionalmente e também aqui em São Paulo", explicou João Doria.

Com a "desistência" de João Doria, que em determinado momento até chegou a ser cogitado por outros partidos, como o PSB, para concorrer à presidência, o caminho fica livre para Geraldo Alckmin. Ele fatalmente será o nome do PSDB na corrida eleitoral marcada para o segundo semestre de 2018.

Alckmin, então, participará pela segunda vez de uma disputa eleitoral na condição de candidato à presidente da República. Em 2006, ele reuniu votos para ir ao segundo turno, mas acabou sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que dava início então ao seu segundo mandato ocupando a cadeira mais importante do Executivo brasileiro.

Para 2018, além de Lula, nomes como Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Marina Silva e até o apresentador da Rede Globo, Luciano Huck [VIDEO], são cotado para estarem como opções nas urnas e já estão sendo levados em conta pelas pesquisas.