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A advogada Rosângela #Moro, esposa do ilustríssimo juiz Sérgio Moro [VIDEO], responsável pela Operação Lava Jato, concedeu uma entrevista à revista IstoÉ e falou sobre um tema triste da sociedade brasileira: a falta de responsabilidade governamental em relação à #Saúde.

Sempre muito discreta, ela realiza um trabalho sério que poucas pessoas conhecem. A sua dedicação no assunto acabou lhe rendendo um bela premiação.

A paranaense está envolvida na defesa dos direitos dos pacientes com doenças raras no Brasil. São muitas pessoas que enfrentam dificuldades em conseguir remédios e lutam contra a burocracia que existe por parte das leis do governo.

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No país, há uma estimativa de que 13 milhões de pessoas são alvos de doenças raras. As dificuldades delas acontecem, num primeiro momento, para entender o seu diagnóstico e depois são vítimas de falta de acesso aos medicamentos necessários e de caráter de urgência para a sua sobrevivência.

Como os medicamentos são caríssimos, os pacientes processam planos de saúde ou o próprio Estado. Quando conseguem vencer as ações judiciais, demoram muito para receber os remédios e correm risco de morrer.

Toda a dedicação e apoio para esses pacientes levou Rosângela a ser presenteada com o título do ano da Casa Hunter, uma associação que está relacionada com doenças raras.

Defesa da vida

Em sua entrevista, a mulher de Sérgio Moro defende um acesso menos burocrático de remédios aos pacientes. Às vezes, o remédio já foi liberado por agências internacionais respeitadas, mas encontra dificuldades na liberação dentro do país.

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O Estado deveria fazer de tudo para que a pessoa possa receber os medicamentos e não impedi-la de brigar pela vida. "É um tema árduo e doloroso", ressalta a advogada. A sociedade precisa estar atenta com isso e se manifestar. Mesmo ocorrendo avanços na parte científica, todo o processo até o remédio chegar ao paciente ainda é lento e irresponsável.

STF

Existe, na atualidade, um forte debate no Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO] acerca da demanda da Justiça por exames e tratamentos. Os pacientes aguardam o julgamento no #STF sobre o acesso aos remédios caríssimos.

Rosangela afirma que confia no Poder Judiciário. Negar uma coisa desse tipo no tribunal repercutirá negativamente no Brasil.

De acordo com a advogada, o STF não poderia se furtar a deferir em favor do paciente quando for comprovada que existe uma grande necessidade dos medicamentos.

No final da entrevista, a paranaense disse que toda a população contribui para os cofres públicos e se existe uma corrupção tão alarmante no país, é porque dinheiro de sobra existe. Os políticos não devem dizer que não tem dinheiro para pagar os tratamentos. Isso seria um absurdo.