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A jurista e advogada criminalista Janaína Paschoal, considerada uma das figuras mais polêmicas e uma das principais responsáveis pela defesa do processo de impeachment que culminou no afastamento definitivo da petista Dilma Rousseff, destituída do cargo de presidente da República, resolveu se manifestar enfaticamente a respeito da situação atual enfrentada pelo país e quais as perspectivas para o futuro. Janaína, com seu jeito de falar, não deixou por menos e literalmente, "soltou o verbo" para se expressar sobre a Operação Lava Jato [VIDEO], o atual #Governo, administrado pelo presidente da República, Michel Temer, as próximas eleições presidenciais e o cenário que envolve a candidatura ou não, do ex-presidente [VIDEO] Luiz Inácio #Lula da Silva.

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Vale lembrar que Lula está condenado a mais de nove anos e seis meses de prisão, pela prática de crimes relacionados à corrupção, em processo de julgamento proferido pelo juiz Sérgio Moro em primeira instância, titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Moro é o responsável pela condução da Operação Lava Jato, considerada a maior operação de combate à corrupção na história contemporânea do país e uma das maiores em todo o mundo.

A escolha do 'Anti-Lula'

A advogada e professora de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Janaína Paschoal, demonstrou durante a realização de uma entrevista concedida à imprensa, uma grande insatisfação para com o poder público em Brasília. A jurista acredita, de modo contundente, que haja realmente uma ação articulada com o propósito de se "parar" a Operação Lava Jato, da Polícia Federal e com isso estancar um processo denominado por ela, como "depuração do país".

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Janaína foi ainda mais longe ao considerar que o presidente Michel Temer deveria ser afastado da Presidência da República.

A advogada Janaína Paschoal considera a votação da chapa "Dilma-Temer" no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), como "a maior vergonha da Justiça brasileira", cujo resultado manteve o então vice, no cargo máximo da Nação. Entretanto, Janaína Paschoal deixa bem claro que não se engajou pelo impeachment de Temer, com a mesma energia que se dedicou pelo impeachment de Dilma Rousseff, pelo fato de a própria Ordem dos advogados do Brasil (OAB), já ter apresentado uma moção pelo impedimento do atual mandatário, diferentemente do que ocorreu durante o período de 2016.

Janaína revelou ainda o que pensa a respeito da próxima eleição presidencial, ao considerar que não vê no presidente Michel Temer como alguém que pudesse ser classificado durante o período eleitoral como o "anti-Lula". Porém, ela prosseguiu seu raciocínio ao afirmar que o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, como tudo o que veio à tona a respeito dele, não o considera também como alguém apto a estar neste papel. A jurista acredita que o povo brasileiro precisa realmente tomar frente em todo esse processo, pois se alguém "fez algo errado, tem que ter reação".