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A Polícia Federal (PF) apresentou nesta terça-feira, dia 28, um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) acusando o ex-ministro #Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado #Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) de lavagem de dinheiro e associação criminosa. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

No documento, a PF afirma que os irmãos não conseguiram justificar a origem do dinheiro apreendido em um apartamento usado pela dupla em Salvador [VIDEO]. Após receber uma ligação anônima, a PF encontrou R$ 51 milhões em malas localizadas no imóvel [VIDEO], apelidado de “#Bunker”. A quantia foi a maior em dinheiro vivo já apreendida na história da PF.

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Além de Geddel e Lúcio, também são acusados no relatório a mãe da dupla, Marluce Quadros Vieira Lima, e o ex-assessor de Lúcio na Câmara, Job Ribeiro Brandão, que, de acordo com informações do portal G1, estaria negociando um acordo de delação premiada, razão pela qual teve sua prisão domiciliar revogada também nesta terça-feira, após decisão do ministro Edson Fachin, relator do inquérito e destinatário do relatório da PF. Com a decisão de Fachin, Job Ribeiro Brandão também foi liberado do uso de tornozeleira eletrônica a qual estava submetido durante as investigações sobre o dinheiro encontrado na capital baiana.

Segundo o relatório, até o momento “não foi apresentada qualquer documentação que visse a dar um mínimo de suporte aos valores apreendidos”. Passados cerca de três meses após a operação que apreendeu os R$ 51 milhões no bunker dos irmãos Vieira Lima, a PF quer agora que um novo inquérito seja aberto para investigar a origem e as atividades relacionadas ao dinheiro apreendido.

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Ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer (PMDB) e considerado um dos homens-fortes do presidente, Geddel está preso desde setembro, quando o dinheiro foi encontrado no “bunker” da capital baiana, que pertence a um amigo próximo dos irmãos. Lúcio também está detido, mas cumpre prisão domiciliar.

Ex-assessor afirma ter destruído provas e repassado parte de seu salário para os irmãos

Ex-assessor de Lúcio na Câmara, Job Ribeiro Brandão teve suas digitais encontradas em parte dos R$ 51 milhões. Em depoimento, Brandão afirmou que destruiu provas de recebimento de verbas e ações ilícitas a mando dos irmãos. Ele também revelou ter devolvido até 80% de seus salários para a família Vieira Lima, além de declarar que a mãe dos irmãos mantinha dinheiro ilícito em um closet em sua residência.

Para corroborar as afirmações, a defesa de Brandão apresentou extratos bancários que mostram o saque de valores altos da conta do ex-assessor, além de comprovantes de depósitos posteriores para contas bancárias ligadas aos Vieira Lima.

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Mãe de Geddel e Lúcio, Marluce afirma que Job proferiu “inverdades” em suas declarações à PF. A mãe do ex-ministro e do deputado também afirmou estar à disposição da Justiça para mais esclarecimentos.

Documento de apreensão registra nove malas, mas PF de Brasília afirma ter recebido sete

Além do mistério em relação à origem do dinheiro encontrado no “bunker”, um novo fato chama a atenção no caso dos R$ 51 milhões. Segundo noticiado pela revista Época, o auto de apreensão da verba feito na Bahia constatou o total de nove malas de dinheiro. Já o documento de registro da PF de Brasília revela que apenas sete malas chegaram à Capital Federal.

O destino das duas malas excedentes ainda não foi explicado pela PF, que constatou a diferença entre o número registrado no auto de apreensão e o total de malas recebidas em Brasília em um documento da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor).