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Nesta segunda-feira, 13, aconteceu uma situação inusitada durante uma audiência para oitiva de testemunhas de defesa no processo em que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral [VIDEO] (#PMDB), é réu, juntamente com mais nove acusados, por supostamente ter efetuado o desvio de cerca de R$ 50 milhões de obras no Rio de Janeiro, como O Arco Metropolitano, o PAC e a Linha 4 do Metrô. A situação inusitada, e bastante inesperada, deixou os presentes muito constrangidos.

A audiência, que acontecia na Justiça Federal do Rio de Janeiro, ouviu três testemunhas, dentre elas Júlio Bueno, ex-secretário da Fazenda no governo de Sergio Cabral; Rodrigo Vieira, que atualmente atua no Transportes; e Sebastião Rodrigues Neto, que ocupava a pasta dos Transportes anteriormente.

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Nos depoimentos prestados na audiência desta segunda, todas as testemunhas negaram conhecer os envolvidos nos crimes que foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF).

Durante a oitiva de Sebastião Rodrigues Neto, enquanto o mesmo realizava a defesa de Luis Carlos Velloso, um ex-subsecretário na administração de Sergio Cabral acabou sendo interrompido pelo toque de um aparelho celular tocando o famoso 'Gemidão do Zap'.

No momento do ocorrido, os advogados tentaram disfarçar o riso, bem como o constrangimento pela interrupção da audiência. Um dos advogados que estava portando o telefone nas mãos, antes de ser acusado, já se defendeu e disse: "Não foi o meu". Da mesma forma que no depoimento realizado pelas testemunhas, nenhum dos presentes na audiência teve coragem de confessar o 'crime' e assumir de quem foi o telefone que tocou.

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O ocorrido foi registrado pelas câmeras de segurança, que registram oficialmente as audiências.

Confira o momento em que o 'Gemidão do Zap' interrompeu a audiência:

Entenda o processo em que o ex-governador do Rio de Janeiro é réu

O ex-governador do Rio de Janeiro [VIDEO], Sergio Cabral, é réu na Operação #Lava Jato, acusado dos crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Os desvios, segundo as investigações, teriam ocorrido em contratos de obras firmados com as empreiteiras Carioca Engenharia, Andrade Gutierrez e outras empresas, para realizar a reforma do Maracanã, do PAC em favelas, bem como do Arco Metropolitano.

As investigações tiveram início após as delações de Rogério Numa e Clóvis Primo, que são executivos da empresa Andrade Gutierrez e que delataram Sérgio Cabral no caso Eletronuclear, no qual eles revelaram que todos os executivos das empresas interessadas participaram de uma reunião no Palácio Guanabara, justamente para falar de propina.

Sérgio Cabral foi preso preventivamente no final do ano de 2016. #Política