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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações no âmbito da Operação Lava Jato [VIDEO], negou nesta última terça-feira, 7 de novembro, o pedido de suspeição realizado pela defesa do réu e ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, que faz parte do processo sobre um sítio em Atibaia, localizado no interior de São Paulo. Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo Sérgio Moro, os advogados do petista estariam usando uma tática "lamentável" para fazer a defesa do ex-presidente. No processo, a defesa de Lula diz que Sergio Moro não seria a pessoa apropriada para realizar o julgamento da ação penal.

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No despacho, em que Moro nega o pedido de Lula, o juiz federal explicou ser algo "lamentável" os argumentos apresentados pela defesa do ex-presidente, que enfatizam que o magistrado estaria julgando Lula de modo parcial. Moro disse que entende a utilização deste argumento como uma das táticas apresentadas pela defesa, e afirma que isso se trata de diversionismo, ou seja, tentar tirar a atenção do real foco da ação penal.

Sérgio Moro [VIDEO] disse que a defesa não consegue apresentar argumentos consistentes que "incriminem" o juiz federal, acusando-o de parcialidade nos processos. O magistrado enfatiza que nada de negativo a seu respeito foi encontrado para que a defesa realmente consiga sobressair este argumento.

Acusação

Lula é acusado de se beneficiar da empreiteira Odebrecht através do recebimento de propina.

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A denúncia enfatiza que o petista recebeu cerca de R$ 1,02 milhão em benfeitorias no imóvel por recursos oriundos da Odebrecht, tendo seus familiares frequentado o lugar diversas vezes.

O dinheiro teria vindo através de acordos firmados entre a Petrobras e a empreiteira.

Respondendo à defesa do ex-presidente

Ao ser questionado, Moro explicou no despacho para a defesa que na denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht apresentam pagamentos de propina que estariam no caixa geral do Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, Moro deixa claro que a acusação não diz se propina foi utilizada diretamente para a reforma do sítio de Atibaia.

Moro também explica que crimes de corrupção e lavagem de dinheiro se configurariam, mesmo que os recursos utilizados tenham vindo direto ou indiretamente de contratos firmados entre as grandes empresas.

Moro concedeu um prazo de até 5 dias para o MPF esclarecer se na contabilidade da Odebrecht tinha indícios de pagamento de propina para a reforma do sítio. #Lava Jato