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Recentemente o #Ministro do STF - Supremo Tribunal Federal -, Luís Roberto Barroso, surpreendeu uma plateia ansiosa e ávida de operadores de direito em um fórum direcionado aos profissionais da área com suas fortes declarações.

O Fórum aconteceu na capital paulista e foi promovido pela EBRADI - Escola Brasileira de Direito na ‘Expo Transamérica’.

Na ocasião, o tema do encontro era ‘Combate à Corrupção e Compliance’ e Barroso foi convidado a discursar e expor as suas ideias sobre o assunto.

Em dado momento, o Ministro afirmou que:

"O Nosso Direito é feito para prender menino pobre com 100 gramas de maconha".

Isso de certa forma passa uma impressão de que as leis atualmente só funcionam de forma eficaz contra pequenos infratores, que, por sua vez, não têm a mínima possibilidade de defesa comparado aos grandes criminosos, como por exemplo os criminosos citados e julgados na Operação #Lava Jato .

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Segundo o ministro Barroso, as penalidades funcionam apenas para criminosos de baixa renda, fazendo com que o Brasil torne-se uma ‘fábrica de delinquentes de alto poder aquisitivo’.

A Operação Lava Jato vem desmascarando os criminosos de alto poder aquisitivo e abalando as estruturas da corrupção que até então era natural no país, afirmou o magistrado.

Em sua palestra, o ministro defendeu que a tese que é necessária a aplicação da execução penal após confirmada a condenação em segunda instância.

Conforme palavras ditas pelo próprio ministro, o excesso de recursos acaba construindo um sistema de impunidade no país, não se pode mudar as leis ou até mesmo a jurisprudência de acordo com o réu que será julgado.

Barroso fez uma analogia simbólica dizendo que o foro privilegiado tornou-se uma amarga jabuticaba, pois ninguém nunca poderia imaginar que o Supremo Tribunal Federal pudesse ter um dia quinhentas (500) ações penais sob sua tutela aguardando julgamento.

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Em seu discurso, o próprio ministro admitiu [VIDEO] que o STF não desempenha bem o papel (referindo-se aos julgamentos que envolvem foro privilegiado), e se faz necessário que sejam considerados foro privilegiado, somente os casos onde os réus estão exercendo seus mandatos.

O #Ministro Luís Roberto Barroso concluiu sua oratória afirmado que no Brasil existe uma operação abafa, que o financiamento eleitoral é que origina grande parte dessa corrupção e que não existe corrupção de esquerda ou de direita.

Caso o sistema funcionasse dessa forma, o STF teria mais agilidade levando em conta que oitenta por cento (80%) dos casos julgados seriam eliminados imediatamente e encaminhados ao seu juízo competente.