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O presidente do Brasil, Michel Temer, escapou da segunda denúncia debatida no Congresso, no mês passado, e acabou ficando um pouco mais tranquilo e feliz com toda a situação de se livrar da denúncia de organização criminosa. Mas a felicidade pode durar pouco. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], Edson Fachin, decidiu desmembrar o processo do quadrilhão do PMDB e encaminhou ao juiz federal Sérgio Moro as investigações contra os ex-parlamentares que não possuem mais foro privilegiado.

Temer não gostou disso e sugeriu que o ministro voltasse atrás em sua decisão e não deixasse os processos do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e dos ex-deputados Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures com o juiz da Lava Jato.

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Todos esses ex-parlamentares foram denunciados com Michel Temer e com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Especial da Presidência). Eles são acusados de um forte esquema corrupto que visava arrecadar propinas de empresas em troca de favorecimentos ilegais por parte do #Governo. O responsável em fazer a denúncia foi o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Ações de Fachin

O ministro Edson Fachin não está se abatendo diante das manobras dos acusados e tenta mostrar um Poder Judiciário mais forte e capaz de combater a corrupção. Em eventos, ele já avisou que é de caráter urgente a votação no plenário sobre o fim do foro privilegiado. Dessa forma, os criminosos ficariam sem proteção e estariam à disposição da Justiça, como qualquer outra pessoa.

Fachin também não concordou com a decisão da presidente do #STF (Supremo Tribula Federal), Carmén Lúcia, em dar aval para os parlamentares decidirem entre eles mesmo sobre o afastamento ou não dos suspeitos de corrupção no Congresso.

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Ela acabou tirando a última palavra da Corte.

Generais se revoltaram [VIDEO] com a atitude dela e as pessoas acabaram vendo um Supremo perdido e sem poder de decisão. Na época, Fachin se mostrou contra Cármen Lúcia e a alertou sobre essa decisão errada.

Obstruções

Além de enviar para Sérgio Moro um pedaço dos processos contra o quadrilhão do PMDB, o ministro também enviou à Justiça Federal no Distrito Federal uma parte da denúncia que envolve executivos da JBS, Eduardo Cunha e Lúcio Funaro. Eles todos foram acusados de tentar silenciar Funaro, evitando que ele colabore com a Justiça.

De acordo com os advogados de Temer, separar os processos pode prejudicar a defesa e o peemedebista poderia sofrer vários ataques sem ter como se defender. #SérgioMoro