Publicidade
Publicidade

Além de acusar os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima de lavagem de dinheiro e associação criminosa relacionados ao caso do “bunker” dos R$ 51 milhões, a Polícia Federal (PF) [VIDEO] também apontou sua mira para o senador Aécio Neves (PMDB-MG), recentemente envolvido em escândalos de acusações de corrupção.

Segundo relatório da PF, o senador tucano utilizava dois celulares registrados em nomes de laranjas para fazer ligações de conteúdo sigilosos, que supostamente envolveriam ações ilícitas de mau uso do poder público. Segundo informações veiculadas pelo portal G1, da TV Globo, os aparelhos foram apreendidos em ação da PF no apartamento do senador, localizado em Ipanema, área nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Publicidade

De acordo com a PF, os aparelhos utilizavam chips das operadores TIM e Vivo e estavam registrados nos nomes de Laércio de Oliveira, um agricultor que trabalha em fazendas de café no interior de Minas Gerais, e de Mitil Ilchaer Silva Durao, um montador de andaimes morador do Espírito Santo.

Segundo a PF, os trabalhadores podem ter tido seus nomes usados por Aécio para registrar as linhas telefônicas sem consentimento. A perícia da PF também averiguou que um dos aparelhos já havia sido anteriormente registrado no nome de funcionários de Andréa Neves, irmã do senador, também envolvida em acusações de corrupção.

Aécio está na mira da PF e do Ministério Público Federal (MPF) desde maio, quando o empresário #Joesley Batista, da JBS, fechou acordo de delação premiada com a Justiça e apresentou gravações telefônicas com o presidente Michel Temer (PMDB) e com o senador mineiro.

Publicidade

Nas ligações, Aécio combinava com os empresários um repasse de R$ 2 milhões em caixa dois, que seriam utilizadas para bancar os honorários de seu advogado, responsável por defender Aécio nos processos da #Lava Jato.

A defesa de Aécio afirmou que não irá se manifestar sobre o relatório até ter acesso ao documento. #Aécio Neves