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A procuradora-Geral da República, #Raquel Dodge, está intrigada com investigações relacionando o ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes. Dodge enviou uma petição para o ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Gilmar Mendes [VIDEO], pedindo para que o ministro de Temer seja reinquirido. A procuradora tem uma pergunta-chave primordial que acredita que deva ser esclarecida para o andamento das investigações.

A chefe do Ministério Público Federal (MPF) investiga um repasse de R$ 500 mil da empreiteira Odebrecht para Nunes. Dodge deixa claro, na petição enviada para Mendes, que seu objetivo é saber quem apresentou Aloysio Nunes para o delator da empreiteira.

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O delator é Carlos Armando Paschoal. Ele teria sido apresentado a Nunes durante uma reunião no comitê eleitoral do ministro, no entanto, o nome da pessoa que fez essa apresentação não foi descoberto.

Defesa de Aloysio Nunes

A defesa do ministro das Relações Exteriores enfatizou que Raquel Dodge estaria errando gravemente quando a declarou haver recebimento de dinheiro da empreiteira Odebrecht incontroverso por Aloysio durante campanha ao Senado Federal, no ano de 2010.

A assessoria do ministro disse que os colaboradores na delação premiada não foram capazes de apontar especificamente quem realmente pagou, recebeu ou por onde entraram esses recursos.

Os advogados de defesa também citaram que a Odebrecht "nunca condicionou a resolução de problemas envolvendo obras ao pagamento de vantagem indevida ou mesmo a realização de doação".

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Para a defesa, Raquel Dodge não poderia falar que houve crime de #Corrupção, pois o ministro prestou contas de todas as doações eleitorais para a Justiça eleitoral.

Procuradora defende prisão em 2ª instância

Nesta última quarta-feira, 1° de novembro, Raquel Dodge defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha prisão em segunda instância após condenação. Ela acredita que se o Supremo rever a pena, isso fará com que as instituições percam sua credibilidade e até mesmo autonomia.

Em pronunciamento [VIDEO], a procuradora disse que o objetivo é impedir a impunidade. No ano passado, o STF decidiu constitucionalidade na prisão em segunda instância, porém este ano os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello estariam apontando que a Corte deva rever essa decisão. No mês passado, a Advogacia-Geral da União enviou ao Supremo um pedido para que revejam este tema.

Dodge participou do 34° Encontro Nacional de Procuradores da República em Porto de Galinhas (PE).