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Uma séria desavença e uma verdadeira disputa por protagonismo podem colocar tudo a perder, em se tratando da aprovação de uma matéria de interesse do #Governo do presidente da República Michel Temer; a #reforma trabalhista. Embora já tivesse sido aprovada no Congresso Nacional, em votações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, alguns itens poderiam ser alterados, de acordo com a apresentação da edição de uma medida provisória, conforme interesse do Palácio do Planalto. No entanto, a edição dessa medida provisória não agradou a um dos homens mais poderosos no cenário político atual do país; o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do partido Democrata do Rio de Janeiro.

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Matéria a ser pautada na Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), demonstrou enorme insatisfação e descontentamento com a possibilidade do presidente Michel Temer editar uma medida provisória que altere pontos extremamente relevantes da Reforma Trabalhista, em se tratando de alguns pontos cruciais do projeto original aprovado pelos parlamentares. Maia reagiu de modo contundente nesta terça-feira (14), e como resposta às pretensões do Palácio do Planalto, afirmou categoricamente que ainda não teria se decidido se vai ou não pautar essa matéria no Congresso.

Em um duro recado dirigido ao presidente da República, Rodrigo Maia afirmou que tratar do direito do trabalhador brasileiro através de medida provisória é um erro. O presidente da Câmara foi ainda mais longe ao afirmar que não decidiu pautar a matéria e que precisaria avaliar e conversar com os líderes partidários, pois tratar do direito do trabalhador via MP é um erro que enfraquece a lei aprovada no #Congresso Nacional.

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Um dos principais motivos que levaram o presidente da Câmara em se posicionar contrariamente ao presidente da República, trata-se da decisão de Temer nesta terça-feira, ao assinar uma medida provisória, alterando pontos da Reforma Trabalhista. Maia defendia que as alterações poderiam ser feitas através de um projeto de lei, porém, com o aval do Congresso Nacional. Entretanto, Temer se pronunciou ao deputado carioca, ao afirmar que não poderia descumprir um acordo feito com senadores governistas para que fosse aprovada a proposta, segundo o formato que havia sido previamente definido pela Câmara dos Deputados. O próprio presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), veio em defesa de Temer, ao afirmar que Rodrigo Maia foi convencido de que havia um acordo, para que a proposta fosse uma medida provisória. O que se observa nos corredores de Brasília é que Rodrigo Maia tem duelado com o presidente Michel Temer, com o objetivo de ser o condutor da agenda de reformas do país.