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Na eleição de 2018 para o Senado Federal [VIDEO], dois terços dos senadores serão renovados após seus oito anos de mandato. Boa parte dos caciques políticos que ocupam cadeiras na Casa Legislativa terão que tentar a reeleição. A diferença é que o cenário do próximo ano deve ser bem mais desfavorável do que quando foram eleitos. Muitos desses mesmos senadores são investigados pela Lava Jato [VIDEO] e acusados de inúmeros crimes. Também possuem uma parcela de culpa na crise política e econômica em que vive o Brasil. Em suas campanhas, terão que explicar cada uma de suas acusações e procurar argumentos para solucionar os problemas vividos pelos brasileiros atualmente - algo que não fizeram quando já estavam no cargo, talvez por falta de interesse.

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O #Senado Federal é composto por 81 senadores. Na eleição do próximo ano, serão 54 vagas em disputa, duas por estado mais o Distrito Federal. Desse total de parlamentares que terão o mandato encerrado, 21 são investigados pela Lava Jato. O que representa cerca de 39%. Além desse problema judicial que pode atingir as urnas, os senadores terão uma dificuldade extra: será a primeira eleição para eles após o STF proibir o financiamento empresarial de campanha.

Para se ter uma ideia da limpa que a população será capaz de fazer no Senado caso queira, políticos como Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eunício Oliveira (PMDB-CE) deverão disputar a reeleição.

Caciques

Aécio, por exemplo, ainda não confirmou que estará no pleito para uma vaga no Senado.

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Mas, por exemplo, já descartou que disputaria uma vaga na Câmara. Para presidente da República, nem em seus melhores sonhos. Em 2014, perdeu para Dilma em Minas Gerais. E já ocupou também o cargo de governador do Estado. Então essa disputa parece descartada. Sobraria para o neto de Tancredo Neves uma tentativa de reeleição no Senado.

Outro que está em situação complicada é o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros. O peemedebista adotou uma estratégia digna de político experiente. Anteviu o caos que seria o governo de Michel Temer, se afastou completamente do chefe do Planalto e de seu governo, chegando às vezes a fazer papel de oposição. Para completar, tentou uma aproximação com Lula, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para presidente da República. Porém, Renan é algo de inúmeros inquéritos na Lava Jato e já é réu no STF.

Em nota ao jornal Folha de S. Paulo, Renan afirmou: "Acho que a Lava Jato não será um problema para mim. As pessoas já entenderam que houve excessos e acusações injustas".

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Outro que terá seus problemas é Eunício Oliveira. Curiosamente, o principal aliado do peemedebista atualmente é Camilo Santana (PT), governador do Ceará, com quem Eunício disputou o cargo na eleição de 2014. Os dois romperam fortemente à época, mas nada melhor do que a necessidade para "unir" políticos. Sobre o envolvimento de seu nome nas investigações da Lava Jato, Oliveira declarou à Folha de S. Paulo: "Eu tenho apenas inquéritos, não denúncia". E completou dizendo que acredita que tudo será arquivado.

O que deve ter menos trabalho para se reeleger é Romero Jucá. Senador por Roraima, um estado com número relativamente pequeno de eleitores, o peemedebista controla boa parte da política local. Por outro lado, Jucá é acusado de incontáveis crimes, já é réu no STF, investigado na Lava Jato e até em gravações tramando o impeachment de Dilma e querendo "estancar a sangria" já apareceu.

Dois senadores de São Paulo que correm muito risco também são Marta Suplicy e Aloysio Nunes. A primeira perdeu seu eleitorado petista que lhe sustentou em diversas eleições. Marta deixou o PT e se filiou ao PMDB em 2015. Nunes está completamente ligada ao governo de Michel Temer. Não queria largar o osso no Ministério das Relações Exteriores. Na realidade, não se sabe nem se ambos serão os representantes de seus partidos na disputa. #Dentro da política