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Ciente da sua fragilidade perante o Congresso, e ansioso por mostrar que ainda manda, o governo do presidente Michel Teme [VIDEO]r negocia com prefeitos a liberação de mais R$ 3 bilhões para os municípios em 2018, para que os mesmos exerçam influência junto aos deputados e os pressionem a aprovar a reforma da Previdência, que muda as regras da aposentadoria. É como se o governo tivesse administradores municipais a sua disposição para acionar quando precisar aprovar um texto no Congresso.

O orçamento extra de R$ 3 bilhões foi aprovado durante reunião no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (4), por representantes da Casa Civil e dos ministérios do Planejamento e da Fazenda.

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O argumento do governo para justificar a reforma

O argumento é que as contas públicas do governo ficarão mais robustas com a aprovação da nova Previdência, e que a União terá um investimento maior [VIDEO]. Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, confirmou que a liberação desse valor está condicionada à aprovação da reforma da Previdência, e o governo orienta que metade desse montante os prefeitos usem em projetos que visem melhorias ao município e a outra metade seja gasto na área da saúde. O ministro garante também que a aprovação da Previdência pelo Congresso fará com que até julho do ano que vem a taxa de desemprego, que hoje está em 12%, caia para 8%.

O governo sabe que a medida é impopular, e que ás vésperas de um ano eleitoral, “medidas alternativos são necessárias”. A promessa de R$ 3 bilhões aos municípios fará com que os prefeitos pressionem seus deputados a aprovar a medida.

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Municípios serão beneficiados com a aprovação da reforma

O governo garante ainda que com a aprovação da reforma da Previdência, é possível projetar melhores condições de arrecadação e melhorar a situação das contas. Segundo Eliseu Padilha, o presidente #Michel Temer espera que o chamado pacto corporativo seja fortalecido ainda mais com o repasse dos recursos de R$ 3 bilhões aos municípios.

O governo atual já havia divulgado o repasse de R$ 2 bilhões, que seria repassado via FPM (Fundo de Participação dos Municípios), para ajudar no pagamento da folha de servidores, mas a percepção da dificuldade de conseguir os 308 votos que precisa para aprovar o projeto motivou a decisão de aumentar o valor para R$ 3 bilhões

#Rodrigo Maia afirma que, na Câmara, a reforma será a pauta do governo até o último dia do mandato.do presidente Michel Temer e que vai verificar a possibilidade da votação em dois turnos, sendo possível a sua aprovação ainda esse ano “Nós vamos insistir, não existe a hipótese de desistência” e “O trabalhador não tem motivo para se opor à reforma da previdência, ele não é atingido de nenhuma forma, somente o privilegiado é contra a reforma”, disse Maia em reunião do dia 3, que avaliou como muito positiva. #Previdência Social