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O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, em Curitiba. O detento comandou o Banco do Brasil de 2009 até 2015 e depois ficou aproximadamente um ano na direção da Petrobras.

Bendine foi citado na delação de Marcelo Odebrecht sobre ter recebido vantagens indevidas. Conforme dizeres de Marcelo, o ex-presidente da Petrobras chegou a receber R$ 3 milhões de propina [VIDEO].

A defesa do acusado decidiu fazer um pedido inusitado ao juiz federal Sérgio Moro. Os advogados exigiram que Moro autorizasse um encontro sigiloso com seu cliente, pouco antes da audiência que acontecerá no dia 16.

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Poderia ser um pedido normal se não houvesse um pequeno detalhe nisso tudo.

No local onde Bendine está preso, a comunicação dos advogados com os detentos é feita através de interfone, com barreiras e tem um tempo contado que não pode ser extrapolado. São as medidas de segurança adotadas pelo Complexo Médico-Penal de Pinhais. A defesa de Bendine quer que seja feito tudo diferente. Ele pediram uma exceção para o cliente.

O motivo de acionar Moro é porque o primeiro pedido que eles fizeram à direção do presídio já havia sido negado.

Quebra do silêncio

Este novo interrogatório que acontecerá no dia 16 de janeiro foi também solicitado por Bendine, que decidiu quebrar o silêncio e falar as coisas que sabe.

No primeiro encontro com o juiz da Lava Jato [VIDEO], o ex-presidente do Banco do Brasil preferiu ficar calado.

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Ele apenas disse que era vítima de um complô e que seria melhor, no momento, não declarar nada.

Bendine decidiu pedir uma nova chance ao juiz para poder explicar o que realmente aconteceu. O juiz concedeu esse novo interrogatório em prestígio a autodefesa dele.

Entenda o caso

De acordo com as informações, Bendine teria solicitado vantagens para que a Odebrecht não fosse prejudicada em futuros contratos fraudulentos com a Petrobras. Para atender o ex-presidente da estatal, Marcelo Odebrecht repassou propina para ele. Tudo só foi interrompido após a prisão do executivo.

Segundo informações do Ministério Público Federal do Paraná, Bendine chegou a pedir uma quantia de R$ 17 milhões para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da construtora no setor agroindustrial.

A Odebrecht decidiu atender todos os pedidos de Bendine para que a empresa não fosse prejudicada e ele acabou sendo beneficiado com altas quantias da construtora. #Corrupção #Sergio Moro