Publicidade
Publicidade

Todos sabem que o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva terá um grande obstáculo pela frente. No dia 24 de janeiro, seus recursos serão julgados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do processo do triplex do Guarujá. Várias coisas podem acontecer. A prisão do ex-presidente poderá ser decretada ou ele ficar inelegível. Diante disso, a defesa dele entrará com vários recursos para que ele consiga concorrer às eleições de outubro.

Quando sua apelação chegar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Lula terá a sua frente uma ex-chefe do juiz federal Sérgio Moro [VIDEO], a ministra do Supremo Tribunal Federal (#STF), Rosa Weber.

Publicidade

Conforme a Lei da Ficha Limpa, se Lula for condenado em segunda instância, ele estará impedido de disputar as eleições.

A composição do TSE sempre está alterando. Atualmente, o presidente é o ministro Gilmar Mendes. No dia 06 de fevereiro, ele passará o bastão para Luiz Fux. O ministro Fux terá a missão de preparar todos os detalhes para que as eleições ocorram tranquilamente. Em agosto, ele deixa o cargo e quem assume é Rosa Weber.

Ajudou o PT

A ministra da Corte sempre se mostrou favorável aos anseios petistas em suas decisões. Em um processo em que era analisado se Lula deveria ser punido por campanha antecipada, ela foi a favor do petista e junto com a maioria, o ex-presidente acabou sendo absolvido. O deputado federal Jair Bolsonaro também foi julgado por campanha antecipada e acabou absolvido da mesma forma que Lula, porém, Rosa Weber votou contra Bolsonaro.

Publicidade

A ministra também ajudou o ex-presidente Lula num outro julgamento. Ela foi relatora de um pedido feito pela defesa do petista contra uma decisão de Gilmar Mendes. A defesa insistia para que uma investigação não chegasse até as mãos de Sérgio Moro. Isso complicaria muito Lula. A ministra impossibilitou que ação chegasse até o juiz da Lava Jato.

Chefe de Moro

Rosa Weber, em 2012, já teve o juiz federal Sérgio Moro trabalhando com ela. O magistrado era um juiz auxiliar no gabinete da ministra. Ele foi indicado, na época, pelo ministro falecido Teori Zavascki para ajudar nos processos do Mensalão.

Moro ficou junto com Rosa durante um ano.

Ainda não se sabe o que se passa na cabeça da ministra em relação a uma possível apelação de Lula. Ela chegou a surpreender muita gente quando avisou que poderia mudar o seu entendimento sobre a prisão em segunda instância. Ela havia votado, sem a maioria, para que o suspeito fosse preso apenas quando se esgotassem todos os recursos. Caso esse assunto volte à pauta do STF, Rosa pode mudar e decidir que o suspeito já comece a pagar pelos seus crimes, mesmo que ainda falt recursos, o que seria muito bom para a Operação Lava Jato [VIDEO].

Por enquanto, podemos dizer que a ministra é imprevisível. #Sergio Moro