Os professores gaúchos nunca receberam o que a lei tornou um legítimo direito seu. Yeda Crusius, que governava o Rio Grande do Sul quando a lei foi sancionada, nunca pagou o piso. Tarso Genro, antes de se candidatar a governador do Rio Grande do Sul foi quem assinou a lei, parece que era para só outros governadores pagarem por que ele mesmo, quando governador, fez de tudo para não pagar. Não sei se ele esperava ser eleito ou se candidatou só para agradar o partido (PT),  mas o certo é que durante a campanha de 2010 provocava Yeda Crusius, que tentava a reeleição, prometendo que pagaria. E, se o próprio que assinou a lei, prometia...

Foi eleito com os votos de todos os professores que esperavam ansiosos por este aumento em seus pequenos salários.

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Decepção total: assumindo o cargo simplesmente os ignorou. Em 2015, assume José Ivo Sartori com uma afirmação: não vai pagar.

O piso salarial dos professores foi aumentado em 13,01% pelo Ministério da #Educação mas o governador gaúcho afirma que não terá condições de pagar, não existe dinheiro em caixa. Se pagassem o piso aos professores do Rio Grande do Sul os cofres públicos sofreriam um baque de 3,08 bilhões por ano. Segundo os cálculos da Secretaria da Fazenda seriam 225 milhões extras por mês.

Os professores gaúchos somam o total de 77.955 em atividades e 89.433 inativos em uma folha de pagamento que alcança R$ 465.7 milhões mensais. Este valor é calculo sobre piso de R$1.917,78 como básico.

O Secretario da Educação Vieira da Cunha ao assumir se comprometeu em pagar o piso e, não sei se quis fazer uma brincadeira,  mas disse que buscaria recursos no dinheiro da União.

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Porém, mudanças ocorreram e os professores, que padecem para ensinar, pois seus gastos para se apresentarem decentemente em uma sala de aula compromete quase a totalidade de seus modestos salários que por hora recebem, sentem angústias a cada contracheque recebidos no final de mês. Mais uma vez ficarão sem receber.

Estes homens que compõem o setor governamental e simplesmente dizem não poderem pagar, mas que também não se esforçam em busca de recursos para que os professores tenham um salário mais justo, esquecem que aprenderam a ler e a escrever e que estão hoje onde estão porque tiveram durante as suas vidas professores para lhes ensinar!

Mas o pior dos piores é que para explicar a falta de dinheiro, o governador José Ivo Sartori usa adjetivos em lugar de números. Eu converso com professores diariamente e todos eles me dizem não entenderem, que só pode ser má vontade com a classe, pois dinheiro tem. Por exemplo: não há dinheiro para pagar o que de direito aos professores, mas há fartura para aumentos de deputados, magistrados, promotores, para o próprio governador, vice e seus secretários.

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Isto deveria ser explicado de forma mais clara. Vejamos o aumento para 55 deputados que custarão R$ 4.2 milhões por ano, o pagamento do piso para 167.388 professores ativos e inativos representaria um acréscimo de R$ 3 bilhões por ano em uma folha de R$ 6 bilhões. 

Mas, ainda resta uma esperança de que Sartori pagará. Existe um acordo do #Governo com o Ministério Público, um complemento para que nenhum professor receba menos do que o piso. #Opinião