Pelo segundo dia consecutivo, vigilantes de bancos e do comércio mantêm #Greve por aumento de salários, ameaçando afetar o funcionamento de bancos, supermercados e shopping centers em Porto Alegre. Devido à falta de segurança pública, todos os grandes estabelecimentos comerciais, além dos bancos, possuem segurança privada. Este serviço é previsto por lei, que exige o mínimo de dois vigilantes por agência bancária, para que esta possa abrir as portas.

Organizados através de seu sindicato, SindiVigilantes do Sul, os vigilantes gaúchos deram início ontem (9) a uma paralisação por tempo indeterminado. Hoje pela manhã, reuniram-se na Praça da Alfândega, centro da capital, em uma manifestação para reivindicar um aumento salarial de 18%, enquanto as empresas oferecem 7%.

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Impedidos de entrar nas principais agências bancárias do centro da cidade, como as do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) e do Banco do Brasil, muitos clientes que precisavam de atendimento foram prejudicados. Alguns foram escoltados pela Brigada Militar para que pudessem entrar nas agências.

Além dos bancos, o Tudo Fácil Centro, localizado na Avenida Borges de Medeiros, suspendeu o atendimento. Cerca de 10 mil pessoas por dia procuram este serviço para emissão de carteiras de identidade, trabalho e previdência social, entre outros. Em seu site, o Tudo Fácil Centro avisa que retomará o atendimento quando houver segurança. Até o momento, não há notícias de fechamento de supermercados ou shopping centers.

Está marcada para esta quarta-feira (11) uma nova assembleia.

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Caso não haja acordo, é possível que a greve atinja também outras localidades do Estado, que possui 600 mil vigilantes atuando em 300 cidades. Caso a greve continue, deverá prejudicar também o funcionamento do comércio.

Mais uma vez o Brasil vive um momento de crise. São muitas as categorias de trabalhadores em greve ou ameaçando entrar em greve no país. Setores importantes da economia são diretamente afetados por paralisações como a dos caminhoneiros, por exemplo, ocorrida recentemente.

É evidente a necessidade de melhores acordos entre patrões e empregados, para que a população não pague um preço ainda mais alto, somando-se à insatisfação de muitas categorias a insatisfação pela falta de serviços prestados.