O Ministério Público do Rio Grande do Sul encaminhou denuncia na última quinta-feira (25) contra 37 diretores de empresas por crimes contra a ordem econômica e licitatórios. A Operação Conexion, que deu início no dia 17 de março, descobriu um esquema de formação de quadrilha nas licitações para coleta de lixos em várias cidades do Rio Grande do Sul, sendo que algumas empresas com sede na capital, Porto Alegre.

Além de Porto Alegre, as denúncias de fraudes na coleta de lixo e outros serviços também têm empresas sediadas em Tramandaí, Canela, Carlos Barbosa, Arroio do Meio, Nova Araçá, Torres, Taquara e Alvorada. Cerca de 16 empresas foram denunciadas por irregularidades em licitações com sede nas cidades citadas.

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Segundo apurações, as empresas cometeram abuso do poder econômico, formando quadrilhas para diminuir a concorrência, com acordo entre elas. Com o esquema, as empresas faziam rodízio entre as mesmas e decidiam quem venceria as licitações.

As empresas atuavam nas cidades de Tavares, Novo Hamburgo, Gramado, Flores da Cunha, Palmares do Sul, Santo Antônio da Patrulha e Tramandaí. A fraude em licitações podem chegar a mais de 5 milhões de reais. Na cidade de Quaraí, o Ministério Público local, na terça-feira (31), denunciou o ex-prefeito da cidade, Ricardo Olaechea Gadret, por crimes contra a Lei de Licitações. Além deles, foram também denunciados, o ex-Secretário de Obras da cidade, Claudino Farias Murillo Júnior e ainda mais oito pessoas com ligação as duas empresas com sede em Arroio do Sal.

De acordo com as investigações, eles usaram contratos emergenciais para as duas empresas em setembro de 2014, a fim de fraudar a concorrência licitatória.

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A fraude ocorreu com uso de 'laranjas', que representaram as empresas concorrentes. Por serem contratos emergenciais, ocorreu dispensa de licitação, e as empresas pertencentes a quadrilha venceram todas as licitações do município. A Operação Conexion estimulou que as duas empresas juntas receberam mais de R$ 1,6 milhão em fraude licitatória. #Finança #Corrupção