A já precária atuação da segurança pública no estado do Rio Grande do Sul tem tudo para piorar. Para espanto da população, o Governador Ivo Sartori anunciou cortes de verbas para diárias e combustível, tanto para a Brigada Militar, quanto para a Polícia Civil, sob alegação de que o Estado não tem dinheiro - e todos sabem que sim, o RS está endividado. O #Governo vem anunciando um pacote geral de cortes de despesas.

Em algumas cidades, a redução chegará a espantosos 45%. No interior, um agente que não quis ser identificado, afirma que terá apenas 150 reais para abastecer durante um mês inteiro. Na capital, Porto Alegre, uma viatura que recebia entre 350 a 400 reais de combustível por mês passará a contar com apenas 250 reais.

Publicidade
Publicidade

Os números da insegurança

Apenas para ilustrar a atual situação dos gaúchos, alguns números valem ser citados. No ano passado, em três meses o número de furtos e roubos de veículos em Porto Alegre foi de 2.527. Já em 2015, no mesmo período, este número aumentou para 3.028. Quinhentas e uma ocorrências a mais. 

Também nos mesmos três meses, a segunda maior frota do Estado, Caxias do Sul, teve 502 automóveis roubados.

Segundo relato de um delegado da Polícia Civil, em Porto Alegre, alguns bairros são os preferidos dos bandidos por dois motivos: maior poder aquisitivo e melhores rotas de fuga. São eles: Tristeza, Menino Deus, Moinhos de Vento e Bela Vista.

Estes dados estatísticos não consideram outros tipos de #Crime, como assaltos a pedestres e moradias, além de roubos, furtos e assaltos em ônibus e lotações.

Publicidade

Hoje a cidade já vive um clima de medo e insatisfação com a segurança pública. A partir desta decisão, deve piorar muito. Na maioria dos bairros da capital, não se vê absolutamente ninguém a pé nas ruas após o anoitecer. Os já raros policiais que circulam precisarão manter seus veículos na garagem.

No interior, a situação será ainda pior. Policiais Militares, que não quiseram citar o nome das cidades para não alertar os criminosos, afirmaram que o comando estipulou que não rodem mais do que 35 quilômetros por mês. A média antes era de 100 quilômetros rodados. E assim, o povo gaúcho continua pagar seus impostos. #Violência