VItória! É o que os pacientes portadores de Câncer estão postando nas redes sociais, após a assinatura do acordo de produção e continuidade das pesquisas com a fosfoetanolamina sintética, a pílula para combater o câncer, que será produzida no estado do Rio Grande do Sul.

O acordo foi assinado hoje, dia 18/11/2015, às 20h, na assembleia legislativa do estado. Pacientes de todos os estados do país e de outros países que aguardavam ansiosos a liberação do medicamento pela USP, agora estão mais aliviados tendo em vista que no Sul não vão precisar de entrar na justiça para obter o mesmo.

Após meses de reuniões e muitas conversas entre os pesquisadores, Salvador Claro Neto, Renato Meneguelo, Durvanei Maria e Gilberto Chiechi, junto com o governo federal, não houve êxito em produzir o medicamento em larga escala para suprir todos os pacientes que entraram com liminares na justiça contra a USP de São Carlos e contra a fazenda pública de São Paulo.

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Após não haver acordo com o governo federal, o governo do estado do Rio Grande do Sul assumiu o compromisso junto com o laboratório Lafergs, em continuar as pesquisas e produzir o medicamento em larga escala para atender todos os pacientes que neste momento estão apreensivos e desesperados com o não cumprimento das liminares judicias pela USP, que alega não conseguir atender a todos, por não ter mão de obra suficiente.

Segundo o pesquisador Gilberto Chierichi, será concluída a fase quatro da pesquisa, que se refere aos testes em humanos, a única que ainda não tinha sido realizada por falta de interesse do governo federal, desde a época da descoberta da síntese.Terminado essa fase e com resultados positivos, poderá então ser registrado na agência nacional de vigilância sanitária (ANVISA), a previsão dos pesquisadores será de 7 meses, para que os teste estejam finalizados.

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De acordo com a paciente Luiza Ignácia de Jesus, portadora de câncer de mama, e que já toma a mais de um mês o composto, a fosfoetanolamina cura. "Depois que comecei a tomar o remédio meu seio que estava todo duro já voltou ao normal e o caroço está diminuindo. Agora estou aliviada com o acordo, pois a USP não está mandando direito os comprimidos", desabafa. #Medicina #Doença #sistema de saúde