Em entrevista concedida à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira (26), o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, admitiu que ainda não analisou o projeto de lei da Câmara dos Vereadores que proíbe o funcionamento do Uber na capital. No entanto, fez questão de criticar a forma como o sistema se instalou na cidade.

No momento, o principal gestor porto-alegrense se vê em uma situação delicada, já que a aceitação popular pelo novo serviço é notória, ao mesmo tempo em que há uma imensa insatisfação na classe dos demais representantes do transporte público na cidade. Caberá a Fortunati a sanção do projeto de lei que proíbe o Uber em Porto Alegre.

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“O Uber nos mostrou o seu autoritarismo e a sua prepotência. Eles acharam que Porto Alegre era uma terra de ninguém, mas não é. Se for para regulamentar o serviço, faremos isso. Mas jamais aceitaremos que venham para cá utilizar o espaço público como bem entenderem. Temos Câmara dos Vereadores, prefeito e leis para isso”, destacou.

Durante a entrevista, Fortunati acabou revelando que havia um acordo prévio entre representantes da prefeitura, universidades, representantes do setor de transportes e Uber para que houvesse um debate no sentido de encontrar normas legais para viabilizar o serviço. Para a sua surpresa, o Uber “descumpriu” o acordo.

“Nós faríamos um debate profundo no mês de novembro, envolvendo universidades e demais setores para buscarmos uma regulamentação adequada. Para o nosso completo estranhamento, o Uber descumpriu isso.

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Era para ser uma negociação aberta. Eles acham que mandam, mas não mandam nada”, finalizou. #Trabalho #Inovação #Crise