Com exclusividade, a Blasting News Brasil conversou com Braulio Pelegrini Escobar, motorista do aplicativo Uber que foi violentamente agredido por taxistas em Porto Alegre na quinta-feira, dia 26 de novembro. Na #entrevista, ele relembra os momentos de tensão antes das agressões e revela que pretende retomar o trabalho. Confira:

Blasting News Brasil: Na última semana, você foi alvo de graves agressões enquanto dirigia o seu carro Uber. Imaginava que o caso ganharia tanta repercussão na mídia?

Braulio Escobar: Nunca pensei nisso, acredito que tenha sido o caso de agressão a motoristas parceiros mais coberto pela mídia nos últimos tempos.

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Houve também uma grande comoção da comunidade e recebi milhares de manifestações de apoio e carinho, das quais serei eternamente grato

BN: Em que momento da corrida você percebeu se tratar de uma armadilha e que seria agredido?

BE: Logo a partir do momento em que um dos bandidos tentou me conduzir até a Blitz, já comecei a suspeitar de que fosse um assalto. Durante os 55 minutos da viagem-sequestro em que estive com eles, sempre pensei que o objetivo fosse roubar meu carro, nunca imaginei que seria agredido. Inclusive fiquei aliviado quando eles me pediram pra ir ao supermercado pois lá imaginei que estaria seguro. Foi após a investigação da Policia Civil de Porto Alegre que descobri que tudo foi arquitetado e não passou de uma cilada.

BN: De forma fria e imparcial, qual a sua análise sobre o Uber e sobre essa "guerra" contra os taxistas?

BE: Não acho que exista uma "guerra" contra os taxistas, até porque os que me agrediram nem sequer podem ser considerados taxistas.

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Há na classe taxista um sem número de excelentes profissionais e pessoas idôneas. Existe sim a concorrência e o poder público deve atentar ao fato de que discursos inflamados autorizam bandidos a fazerem justiça com as próprias mãos.

BN: Para você, o que se pode tirar de lição disso tudo?

BE: Se alguém entrar no seu carro dizendo que vai pro trabalho e no meio do caminho lhe pedir pra passar em um mercado porque "quer fazer um churrasco", corra! (risos)

. #Ataque #Casos de polícia