O ponto marcado para a chegada da Arca de Noé só pode ser um. O conhecido cartão postal e referência mundial da Fronteira da Paz, o Parque Internacional. Isso porque há dois dias chuvas de proporções bíblicas assolam a região da campanha e fronteira oeste deixando um rastro de inundações, transtornos e milhares de desabrigados. Com um índice pluviométrico bem acima da média para este início de verão – revelam os técnicos do Centro Meteorológico de Rivera que já choveu o equivalente a dois meses em apenas poucos dias. Até o momento este índice ultrapassa os 2.000 milímetros e não há previsão animadora para os próximos dias. Preveem tempestades tropicais com fortes rajadas de ventos e até granizo irá agravar o quadro já caótico nas duas cidades.

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Este quadro só não é pior porque aqui não existe rio. A região da fronteira é conhecida por estar acima do maior lençol freático do Planeta – o famoso “Aquífero Guarani”, um imenso rio subterrâneo que é capaz de fornecer água potável por tempo indeterminado não só para Santana do Livramento, mas todo o Rio Grande do Sul. Contudo, estas chuvas que não cessam por um minuto sequer estão provocando alagamentos em casas, lojas comerciais, transtorno no trânsito com ruas interditadas e o esvaziamento total do comércio. O que se verifica são muitas lojas vazias, bancos sem nenhum movimento – enfim, duas cidades vivendo o mesmo drama bíblico de Noé quando Deus disse “17 Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará” .

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As famílias que tiveram suas casas destelhadas pelo vendaval e invadidas pelas águas da chuva estão sendo alojadas em ginásios e colégios. A Defesa Civil de Santana do Livramento está distribuindo lonas, alimentos e condução para estes desabrigados.

Recentemente Rivera – que já está sofrendo com a alta do dólar e a recessão brasileira, tinha uma expectativa de redenção em seu comercio com a promoção da Noite Mágica onde os free shops abrem à noite e só fecham quando vendem todas as mercadorias com desconto de até 70% - só que tudo foi literalmente por água baixo quando, na noite do dia 17 teve início o Grande Diluvio Bíblico deixando não só as lojas vazias de clientes, mas inundadas com água e lama. Como se não bastasse as cidades sofreram com falta de energia elétrica por dois dias ocasionando perdas de  mantimentos em vários estabelecimentos comerciais. #Chuvas Torrenciais