Quase três anos após uma das maiores tragédias vistas no Brasil, que resultou na morte de 242 pessoas na boate ‘Kiss’, na cidade de Santa Maria, muita polêmica ainda está envolvida no caso.

Na última segunda-feira (1º), o sócio da boate, Elissandro Spohr, o Kiko, depôs sobre o caso ocorrido em janeiro de 2013 e afirmou que o prefeito da cidade, Cezar Schirmer, deveria estar ao seu lado como réu naquele momento e que os bombeiros não fizeram nada para realmente conter o incêndio.

Ainda durante o depoimento, Kiko se disse culpado, mas que não era assassino, como muitos o acusavam.

Irregularidades na boate Kiss

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, além dos sócios da boate e dois membros da banda, quatro bombeiros foram responsabilizados por possíveis irregularidades, mas isentou qualquer culpa de servidores da prefeitura, incluindo o prefeito.

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Quando questionado sobre a possibilidade de que mais vidas fossem salvas naquele dia trágico, Kiko afirmou que se os bombeiros que foram ao local tivessem treinamento adequado e os equipamentos necessários, a tragédia teria proporções bem menores, mas na visão dele, a situação só piorou após a chegada dos profissionais, sendo direto ao afirmar que “eles não fizeram nada”.

Divergências entre os fogos de artifício

No depoimento, o sócio afirmou não ter conhecimento sobre a utilização de fogos de artifício por parte da banda, e que nenhum pedido para uso de tais recursos havia sido feito. Segundo ele, na casa noturna haviam sete ou oito extintores, além de sinalizações de saídas emergenciais. Nesta parte, o juiz citou outros depoimentos que diziam que Kiko não gostava de extintores na boate por fatores estéticos, sendo negado pelo sócio que afirmou ser uma atitude de uma ex-funcionária para o desmoralizar.

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Quando questionado sobre o início do incêndio, Spohr disse estar na entrada na boate resolvendo problemas com um jovem embriagado e que, num primeiro momento, viu apenas pessoas correndo, sem entender o que se tratava. Após ser prensado contra um táxi por um grupo de pessoas que corriam desesperadas, viu que neste momento havia uma nuvem de fumaça saindo da boate e por causa da forte movimentação, não tinha informações mais detalhadas sobre o interior.

Ao ser perguntado sobre a quantidade de pessoas presentes, Kiko disse que a casa não estava lotada por se tratar de um período de férias, negando que houvesse mais de mil pessoas na boate, sendo estimado por ele algo em torno de 800 jovens no evento. #Justiça #Investigação Criminal #Casos de polícia