A chegada do aplicativo de caronas pagas denominado Uber em Porto Alegre segue cercada de polêmicas. Assim como ocorreu em outras grandes cidades brasileiras, o serviço tem sido bastante debatido na capital dos gaúchos e segue operando mesmo sem garantia de que continuará em um futuro próximo. Abaixo, a cronologia dos fatos envolvendo o Uber desde que aterrissou em solo porto-alegrense.

19 de novembro - Em entrevista à imprensa, o gerente-geral do Uber no Brasil, Guilherme Telles, anuncia que o aplicativo passa a funcionar em Porto Alegre na quinta-feira, dia 19. Por volta das 15h, as primeiras corridas já foram feitas.

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21 de novembro - Insatisfeitos e revoltados com a nova concorrência, alguns taxistas começam a agir. Na madrugada de sábado, motoristas de táxis aproximaram os seus carros do estacionamento de um bar em um bairro nobre da capital gaúcha e impediram que um veículo Uber carregasse um cliente.

25 de novembro - Na quarta-feira, 25, os vereadores votaram a favor de um projeto de lei, de autoria do vereador Cláudio Janta (Solidariedade), que proibia a circulação de veículos do aplicativo Uber em Porto Alegre.

26 de novembro - Pela manhã, o prefeito José Fortunati (PDT) concede uma polêmica entrevista criticando o serviço. Segundo ele, "o Uber achou que Porto Alegre era terra de ninguém. Não é"

26 de novembro - Braulio Pelegrini Escobar, motorista de um carro Uber, cai em uma armadilha feita por dois taxistas, que se passam por clientes e o levam até o estacionamento de um supermercado, onde outros taxistas se juntam e iniciam as agressões ao condutor, por volta das 18h30.

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26 de novembro - Horas após o triste episódio envolvendo Escobar, um outro taxista escreveu um texto em seu Facebook defendendo as agressões protagonizadas pelos seus colegas. "Vamos pegar um por um", disse.

27 de novembro - Um dia depois do crime, a polícia prende preventivamente dois taxistas envolvidos no caso.

3 de dezembro - A polícia localiza e identifica um outro taxista presente nas agressões ao condutor do Uber. Um novo inquérito foi enviado ao poder judiciário.

3 de dezembro - Vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) protocola projeto de lei que propõe regularizar o serviço em Porto Alegre. O texto prevê cobrança de impostos, botão de pânico e vinculação dos condutores à Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC). #Trabalho #Inovação