O magistério gaúcho está vivendo um dilema. Sem dinheiro para curtir  as férias, muitas famílias, acostumadas a viajar, estão confinadas em seus lares porque o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, não depositou salário das férias que é dividido em duas etapas - 1/3 no dia 5 de janeiro e o saldo restante  em fevereiro, na mesma data.

Em entrevista ao jornalista Rogério Mendeklski na manhã desta última sexta-feira, dia 8, no programa 'Agora' da Rádio Guaíba, de Porto Alegre, o governador explicou as razões deste atraso. Ele atribuiu a  difícil situação fiscal em que se encontra o Rio Grande do Sul. Segundo ele, com as novas alíquotas do ICMS para 30%, aprovadas pela Assembleia Legislativa -  partir do segundo semestre o RS terá condições de honrar todos os seus compromissos.

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No entanto, ele deverá manter o calendário de pagamento  até  equilibrar as finanças do  Estado pagando as férias junto com os salários de janeiro e fevereiro que acontecerão no final de cada mês.

Mas isso não é tudo, recentemente o governador resolveu parcelar os salários em quatro vezes de todo funcionalismo público, desde o mais alto escalão da Brigada Militar até o mais humilde serviçal. E como se isso não fosse o suficiente, obrigou a todos que desejassem receber seu 13º salário a contraírem um empréstimo nas agências do Banco do Estado do Rio Grande do  Sul

Quer Piso?

Esta desavença entre o magistério gaúcho e o governador José Ivo Sartori (PMDB) não é de agora. Ele revoltou professores do Estado ao ser jocoso, associando o piso salarial da categoria com os vendidos na loja de materiais de construção Tumelero.

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Sartori, ao ser questionado pelo se assinaria um documento se comprometendo a pagar o piso salarial da categoria, ele disse sem nenhum constrangimento: “Se vocês querem piso vão comprar na Tumelero!”

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