Como na fábula da Gata Borralheira, a alegria dos professores do Rio Grande do Sul poderá durar pouco se insistirem na pressão sob o reajuste da categoria e a aprovação do famoso e não  menos polêmico ‘Piso’. Se na obra infantil do francês Charles Perrault de 1697 a magia desaparece a meia-noite, no caso  dos professores, esta eventual elevação do tão almejado piso salarial da categoria  poderá se transformar em um passeio no trem Fantasma para os docentes que ganham como base menos de um salário Mínimo.

O anúncio não veio por meio do governador José Ivo Sartori muito menos do Secretário de #Educação Vieira da Cunha, mas pelo  secretário-adjunto de Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas em entrevista coletiva no Palácio Piratini (sede do governo gaúcho).

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Apesar de ter sido feito um acordo via Ministério Público  e governo desde 2012 – o Rio Grande do Sul está enfrentando sérias dificuldades financeiras – não terá dinheiro para pagar o complemento do salário destes professores que em 2015 somou 89 milhões de reais.

Todo ano a mesma novela

Em geral, como acontece todos os anos, o MEC resolve anunciar um determinado percentual de reajuste ao professorado, que em 2016 ficou em 11,36%. Mas ocorre que – se realmente o RS for obrigado a aplicar este reajuste, o  Executivo gaúcho deverá desembolsar nada menos do que 53,4 milhões de reais a mais. Mas aí vem a questão. De onde tirar esse dinheiro. O mais provável, salientou Alcoba é que o RS não cumpra a determinação do MEC.

Um dos problemas aqui no  Estado é que esta correção incide apenas sobre o chamado  complemento salarial – o qual não repercute no escalonamento de classes e níveis e não serve de base de cálculo para vantagens e benefícios.

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Além do mais, conforme o entendimento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) haveria o aumento na quantidade de professores beneficiados, de 27,6 mil para 32 mil. Luís Antônio se mostrou otimista na tentativa do Estado em honrar esses compromissos apesar das dificuldades financeiras do RS.

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