A cidade gaúcha de Santana do Livramento voltou a receber o fluxo normal de visitantes, interrompido na última terça-feira, dia 5, quando uma houve o rompimento da tubulação que passa debaixo da rodovia BR 158, abrindo uma cratera de mais de cinco metros devido às intensas chuvas que castigaram a Fronteira da Paz,  trazendo um verdadeiro aluvião de 400 milímetros de água que desceu pela encosta e levou tudo o que encontrou pela frente em  poucos minutos.

No entanto, não apenas Santana Livramento ficou satisfeita com a conclusão desta obra, mas Rivera (Uruguai) que pode receber os milhares de turistas que aproveitam para comprar nos free shops.

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Conhecida como a  única Fronteira da Paz, ambas as cidades siamesas vivem uma relação simbiótica e de mútua colaboração e se não fosse concluída a tempo essa obra os prejuízos seriam grandes, conforme constataram os presidentes das Associações comerciais do Brasil e do Uruguai,  Sérgio Oliveira e Ariel Pereira.

O primeiro carro a passar

Assim que recebeu o telefonema do engenheiro Alexandre Souza do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) informando  do término das obras e convidando para ser o primeiro a passar, o jornalista Nicola não perdeu tempo e tratou de rumar até o local onde há cinco dias havia cedido o asfalto e isolado Santana do Livramento do restante do RS.

Desafio Faraônico

 A obra foi um verdadeiro milagre,uma #Arte da engenharia e da capacidade humana de superação, como afirmou Alexandre.

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O desafio de construir um desvio em um local totalmente inóspito – em um terreno instável e extremamente íngreme era monumental e por sorte o clima seco e ensolarado ajudou e trabalho pode ser concluído em tempo recorde.

“Não subestimem a capacidade de superação e a engenhosidade humana” disse o engenheiro Alexandre Souza pois onde outrora não existia nada, só mata virgem e um abismo de 40 metros - agora há uma estrada pavimentada que permite a passagem de todo o tipo de veículo desde o mais leve até ônibus e carretas.

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