A onda de #Violência que se alastra no Rio Grande do Sul preocupa os Gaúchos e faz novas vítimas a cada dia.

Na capital, ônibus e lotações são assaltadas quase que diariamente. Em bares e restaurantes, a onda de arrastões têm sido frequentes. Ninguém mais se sente seguro em lugar algum.

A crise na segurança estampa os jornais e os noticiários locais. Notícias de pessoas perdendo a vida em assaltos, sem reagir,  morrendo “de graça”, são comuns no atual cenário. A população se trancafia em casa enquanto que os bandidos tomaram as ruas.

Como uma maneira de coibir a violência, a Policia Civil e a Brigada Militar atuam conjuntamente na chamada Operação Avante, que visa conter a onda de tiroteios entre facções criminosas, dominantes na Vila Cruzeiro, Zona Sul de Porto Alegre, e nos Bairros Bom Jesus, Vila Jardim e Rubem Berta, Zona Leste.

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Durante a madrugada do último domingo, dia 21, os  confrontos  registrados no Bairro Bom Jesus vitimaram o comerciante Carlos Jesus de Almeida Ávila. A vítima, sem antecedentes criminais, foi baleada na porta de seu estabelecimento e morreu na hora.

Moradores da região relatam o medo. Evelaine Oliveira, residente local, afirma que a população é refém da guerra do tráfico e que evita sair de casa à noite.

“Eu ouvi os tiros, achei que fosse foguete, mas busquei ficar em um lugar seguro. Depois, saí para a rua. Fui até o mercado e vi o seu Carlos deitado no chão, morto já. Todo mundo está com medo, a gente não sabe o que fazer com essa guerra. A gente está apavorado. O dia a dia é de medo, ninguém quer ficar mais à noite na rua. Com esse calorão, ninguém sai mais pra rua. Todo mundo fica fechado dentro de casa, refém.

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É o único jeito”, lamenta.

Wantuir  Jacini, atual Secretário Estadual de Segurança, descarta a nomeação  de novos policiais, em virtude da crise financeira do estado. Ao ser questionado se se sentiria seguro, nesses locais, afirmou, em entrevista ao RBS Notícias desta segunda-feira, dia 22, que não anda por essas vilas, pois  não tem  nenhuma ligação com as mesmas e quando vai a esses bairros, é profissionalmente. Ao repórter Jonas Campos, durante a entrevista, relatou ainda que sabe da necessidade de segurança nesses locais e que o o uso da Força Nacional de Segurança está descartado, por causa das Olimpíadas, no Rio de Janeiro.

Enquanto isso, o cidadão de bem fica à mercê de toda essa violência e não sabe se volta a salvo para casa, no final do dia. #Crime #Crise no Brasil