Ao que tudo indica, #Michel Temer não terá vida fácil na presidência da República. Além dos problemas na economia e no trato com o Congresso Nacional, o antigo companheiro de chapa de Dilma Rousseff terá de enfrentar as críticas e as manifestações da parte da população insatisfeita com o avanço do impeachment da petista. Logo em sua segunda semana de governo, Temer é alvo de protestos em diferentes partes do país. Nesta terça-feira, 24, Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, registrou movimentação contra o peemedebista.

O ato teve o intuito principal de pedir a saída de Michel Temer da presidência da República. Também foram registrados cânticos contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi o responsável por aceitar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff ainda em dezembro do ano passado.

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A concentração do protesto se deu na chamada Esquina Democrática, localizada bem no centro da capital dos gaúchos.

Por volta de 17h, a concentração de pessoas começava a ganhar corpo no cruzamento das ruas Andradas e Borges de Medeiros. Com o passar do tempo, mais manifestantes se anexaram ao grupo e ajudaram a dar mais peso ao protesto. O grupo seguiu em caminhada pelo centro de Porto Alegre. E como de costume nos levantamentos sobre as manifestações, houve divergência de informações entre os organizadores e a Brigada Militar. Segundo a BM, apenas 2 mil pessoas estiveram presentes no ato. Por outro lado, os líderes do movimento estimaram uma adesão de até 20 mil.

Obviamente, uma série de cânticos foi proferida pelo grupo. Gritos de "não vai ter golpe, vai ter luta" marcaram o protesto desta terça-feira em Porto Alegre.

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Temer, interino na presidência desde o afastamento de Dilma, foi o principal alvo dos cantos dos protestantes. 

Protesto contra a RBS

Afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, a RBS também virou alvo dos manifestantes durante o ato. Em um determinado momento da caminhada, o grupo se deslocou até a Avenida Ipiranga com a Érico Veríssimo. Neste local está o principal prédio do Grupo RBS, onde funciona, por exemplo, a redação do jornal Zero Hora - maior periódico do Sul do Brasil.

Segundo informações divulgadas pelo portal G1, alguns manifestantes inclusive se excederam no protesto contra a RBS. Pedras, pneus, papeis, balões de tinta e outros objetos foram atirados em direção ao prédio que abriga o grupo de comunicação. Os policiais presentes não revidaram. Um dos manifestantes chegou a levar uma televisão para o protesto. Na tela do aparelho, escreveu a palavra "golpe" - em uma clara alusão à participação das grandes mídias no atual processo político brasileiro.

Desde que Temer assumiu a presidência, Porto Alegre - com o desta terça - já registrou quatro protestos contra o peemedebista.

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A última manifestação havia sido feita na quinta-feira, dia 19, e não foram registrados incidentes de maior gravidade. Os organizadores, naquele dia, estimaram uma participação de 30 mil pessoas, enquanto a Brigada Militar não forneceu levantamentos. #Protestos no Brasil