Um caso que aconteceu em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre, está revoltando moradores da cidade. Um idoso surdo e portador de autismo e Alzheimer foi com a filha em uma delegacia da cidade, pois a família não podia deixa-lo sozinho em casa, mas ao invés de ser apenas o acompanhante, acabou sendo severamente agredido pela delegada e por alguns policiais.

Entenda o caso

Familiares do idoso precisaram registrar um boletim de ocorrência devido uma tentativa de abuso que a neta da vítima tinha sofrido. A menina tem onze anos de idade. Na delegacia, o idoso pediu para ir ao banheiro, mas por ser portador de doenças que tiram a sua atenção e capacidade de entender plenamente instruções, acabou confundindo a porta do banheiro com a porta da sala da delegada.

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Foi então que a vítima, que teve o nome preservado, ficou sem reação e por ser surdo, não entendeu as ordens para que se retirasse do local. Por conta disso, a delegada, que até o momento também não teve seu nome divulgado, começou a hostiliza-lo e o agrediu. Instantes depois, chamou alguns policiais, que o derrubaram no chão e o algemaram.

Mesmo com a filha explicando a condição do pai, não foi ouvida e segundo ela, os policiais riram da condição do idoso, perguntando se ele tinha um advogado. A filha do preso tentou intervir, mas a vítima passou a noite na delegacia. Pela manhã, quando a filha da vítima retornou ao local, foi informada que o idoso tinha sido enviado para o Presídio Central em Porto Alegre junto com outros presos do DP.

Desesperada, a filha contratou o advogado Rodrigo Cabral para ajudar o seu pai.

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Após mais de doze horas o idoso foi liberado, mas a delegada o denunciou por desacato e resistência ao ato de prisão. O advogado deixou claro que o caso é grave e que em respeito ao Estatuto do Idoso, a vítima jamais devia ter sido agredida de qualquer forma. Uma denúncia foi enviada ao Ministério Público e um inquérito foi aberto na corregedoria da polícia civil.

Quanto ao idoso, ele saiu do presídio em choque e segundo sua filha, tem crises de choro com frequência em sua casa, desde o dia em que foi agredido e preso. #Justiça #Crime #Casos de polícia