A cena de dois rapazes em cima de uma prancha de wakeboard  sendo puxados por uma lancha em plena Avenida Augusto Pereira de Carvalho, nas imediações do Parque da Harmonia, nesta última segunda-feira, dia 17, no mínimo suscitou espanto aos inúmeros pedestres e alguns dirigentes da Defesa Civil (DC) que trabalhavam no local. Num olhar mais aproximado logo identificaram os “surfistas de asfalto” como sendo o instrutor de wakeboard Elias Seadi e seu amigo Rainer Hofmann, que resolveram praticar este #Esporte em uma das avenidas centrais de maior fluxo de Porto Alegre e que naquele momento encontrava-se completamente alagada e interrompida para o trafego de automóveis e ônibus.

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Em linhas gerais, como eles não estavam atrapalhando os trabalhos da DC e esta tinha outras preocupações no momento, a dupla foi ignorada e logo se entediaram e cessaram a brincadeira, como adjetivou o instrutor Elias.

Para quem desconhece, o wakeboard é um esporte praticado sobre uma prancha usada para snowboard rebocada por uma lancha. A atividade surgiu nos Estados Unidos em 1979, por iniciativa de norte-americano Tony Finn, utilizando inicialmente uma prancha de surf. Logo este esporte se popularizou mundialmente e, a cada ano, surgem novos modelos de pranchas para wakeboard e, com elas, manobras radicais.

Diversão x calamidade iminente

Contudo, se a ideia destes dois for levada como regra e não exceção, estarão surgindo no Rio Grande do Sul grandes áreas propícias para prática do wakeboard, devido às incessantes chuvas que atingem o estado.

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No entanto seria no mínimo um desrespeito a toda situação calamitosa que está se formando no Rio Grande e também em Santa Catarina, devido ao monumental volume de chuvas acompanhadas de ventos fortes que já bloquearam rodovias deixando muitas cidades isoladas, sem energia elétrica e água potável. E vem mais chuva por aí, garante a meteorologia do RS, o que pode agravar a situação de 2771  famílias desalojadas, 43 cidades em estado de alerta e 25 em situação de emergência. #Inovação #Aluvião