Uma cena triste foi fotografada na manhã da quarta-feira (9), devido à falta de vagas nos presídios do Rio Grande do Sul. Dois presos acabaram algemados a uma lixeira em frente ao Palácio da Polícia, em Porto Alegre. A imagem denota o colapso no sistema carcerário gaúcho, no qual os presos têm sido deixados nas delegacias ou até mesmo nas próprias #Viaturas policiais numa espécie de "fila de espera", devido à crise de superlotação das penitenciárias. Por causa desse caos que as prisões gaúchas estão enfrentando, dez policiais militares precisaram custodiar presos em frente ao Palácio da Polícia e, na manhã de quarta-feira (9), cinco viaturas e duas motocicletas da BM (Brigada Militar) estavam paradas na Avenida Ipiranga.

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As custódias têm sido revezadas em turnos de 12 horas pelos policiais. Essas viaturas, que tiveram de ser utilizadas para outros fins em frente ao Palácio da Polícia, são as mesmas que, numa situação normal, estariam ou pelo menos deveriam estar circulando nas ruas, realizando patrulhamento. Ou seja, os maiores prejudicados, no final, acabam sendo as pessoas, as quais não têm absolutamente nada a ver com isso. Segundo a BM os dois presos da imagem precisaram passar parte da madrugada e começo da manhã deitados na calçada e algemados na lixeira, e tratam-se de foragidos que foram presos durante uma abordagem da polícia na noite de segunda-feira. No mesmo local ainda encontram-se três presos sob custódia dentro de duas viaturas e, por causa disso, quatro policiais tiveram que "desviar suas funções" para acompanhar os #detentos.

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Uma medida de urgência proposta pelo secretário da Segurança Pública do estado, Cezar Schirmer, para tentar acabar ou ao menos amenizar esses sérios problemas da superlotação em carceragens de delegacias e a consequente custódia de detentos nas viaturas policiais que o Rio Grande do Sul vem enfrentando foi anunciada nesta quarta-feira em entrevista coletiva na sede da secretaria. A principal ação se baseia no uso de contêineres para fazer a "triagem" dos presos que teriam que esperar o surgimento de vagas nos presídios. Esse tipo de medida visa, dentre outras coisas, aliviar o serviço de outras estruturas de segurança, como as delegacias que hoje estão, infelizmente, impossibilitadas de atender às demandas de atendimento que os presos provisórios geram. Na tarde do mesmo dia o Comando-Geral da Brigada divulgou nota à imprensa, dizendo que lamentava tudo aquilo. #Casos de polícia