Na manhã do dia 27 de janeiro de 2013, o Brasil inteiro foi surpreendido com a notícia de um grande incêndio na #Boate Kiss em Santa Maria-RS, onde morreram 242 pessoas e outras 680 ficaram feridas, sendo que a maioria delas eram jovens que frequentavam a balada daquela noite. O incêndio se iniciou após um integrante da banda Gurizada Fandangueira, que tocava no local, ter soltado um sinalizador na direção do teto da boate. A falta de segurança no local e a irresponsabilidade dos integrantes da banda foram os maiores responsáveis pela #Tragédia.

Existem relatos de que há mais de 50 anos ocorreu um acidente com número maior de vítimas em um circo americano que se apresentava na cidade de Niterói-RJ, deixando o acidente na boate Kiss, em segundo lugar em número de vítimas em um evento.

Nenhum condenado até agora

No último dia 27, completou-se quatro anos da tragédia e até agora nenhum dos responsáveis foram punidos. Na verdade, somente foram indiciados dois dos integrantes da banda e os donos da boate. Muitos dos órgãos e pessoas responsáveis pela segurança e manutenção do local, como os de liberação de alvará, vistorias, manutenção geral e licença para funcionamento, continuam impunes e não enfrentam nenhum processo.

Dilema dos familiares das vítimas

Apesar de tantos envolvidos nessa tragédia não terem sido processados, alguns parentes de vítimas que estavam no local e que perderam suas vidas, estão sendo acusados de calúnia contra os promotores dos eventos da casa, e estes processos tramitam com rapidez nos tribunais.

Apenas quatro bombeiros foram denunciados pelo Ministério Público, no qual dois foram condenados pela liberação de alvarás, um por fraude nos processos de liberação de funcionamento e um foi absolvido do caso. No entanto, todos respondem processo em liberdade.

"Lei Kiss"

Desde a época da tragédia na boate Kiss, o estado do Rio Grande do Sul implantou uma lei estadual chamada "Lei Kiss", que torna mais rígida a fiscalização por parte dos técnicos responsáveis por esse tipo de evento.

O Congresso Nacional em Brasília ainda não colocou em votação o projeto de lei para melhorar a segurança em bares e boates. Apesar do projeto já ter passado pela câmara, houve uma alteração ao passar pelo senado e terá de ser revisto e avaliado pelos deputados. #impunidade