O delegado Leonel Baldasso, da 1° delegacia de Polícia Civil de Cachoeirinha, deu por encerrada a investigação sobre o caso da menina Marta Avelhaneda Gonçalves, de 14 anos, que morreu por asfixia causada por estrangulamento dentro da #Escola Luiz de Camões, em Cachoeirinha/RS, no dia 8 de março deste ano.

Segundo o delegado, todo o inquérito e fatos apurados pela investigação serão encaminhados agora para a promotora da Infância e Juventude, Maria Rita Campos, que será responsável por analisar o caso. Todas as meninas envolvidas no fato serão novamente chamadas para serem ouvidas e caberá a promotora decidir se pede por aplicação de medida sócio educativa.

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Comumente, o Judiciário tem pedido pelo recolhimento de jovens e adolescentes na FASE em casos de homicídio, onde eles ficam internados pelo período máximo de 3 anos.

O delegado Baldasso disse que apenas uma das meninas foi a responsável pela agressão que culminou na morte de Marta, que desde o primeiro dia de aulas, começou o #bullying contra Marta, era chamavam de gorda e feia. E que numa dessas discussões a agressora teria dito a vítima: “tu vai ver então”, e Marta teria respondido: “eu quero ver”.

Quando houve uma troca de períodos da aula e os alunos ficaram sozinhos na sala, as duas teriam começado novamente a brigar, quando Marta veio a cair por cima da menina de 12 anos de idade e acabou sendo surpreendida por um golpe chamado de “chave de braço” e não foi ajudada por nenhum dos outros colegas que assistiam a briga.

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Apenas quando Marta começou a babar e seus olhos teriam ficado saltados, outra jovem teria soltado ela da agressora. Marta já ficou no chão desacordada, quando o professor chegou e chamou por socorro.

A agressora e os outros colegas que assistiram a tudo permaneceram na sala, enquanto prestavam os primeiros socorros, e ela dizia que Marta sofrerá um ataque cardíaco e que caiu no chão e bateu com a cabeça. Mesmo encaminhada ao hospital pela SAMU, ela já chegou sem pulso.

O delegado ouviu 22 pessoas para concluir a investigação, dentre alunos, professores, funcionários da escola e médicos que atenderam Marta, e concluiu ainda que se houvesse sido informado o que de fato ocorreu, outros procedimentos de salvamento teriam sido tentados e, quem sabe assim, Marta teria uma chance de sobreviver.

Também segundo ele, apenas uma menina é a responsável pela morte e que todos os profissionais envolvidos agiram dentro da normalidade, de acordo com as rotinas de escola e procedimentos. #Crime