Um caso estarrecedor marcou a volta às aulas nas escolas estaduais nesta quarta-feira (8), em Cachoeirinha, no estado do Rio Grande do Sul.

A menina Marta Avelhaneda Gonçalves, de apenas 14 anos, começava a cursar o sétimo ano e foi encontrada desacordada por um professor, que pediu socorro em um Posto de Saúde, ao lado da #Escola, mas Marta não resistiu aos ferimentos e veio a óbito momentos depois.

Segundo relato de outros alunos, a estudante começou a sofrer bullying já desde o primeiro dia de aula. Na data do #Crime, ela teria se envolvido em uma briga com outras três alunas, no intervalo entre os períodos de aula. O motivo da #Violência não ficou totalmente esclarecido, mas alguns alunos apontam ciúmes como estopim da barbárie. Segundo eles, a vitima teria começado o tumulto e, ao cair no chão, bateu a cabeça e acabou por convulsionar, após a briga ser apartada por outros alunos. As testemunhas, porém, não conseguiram explicar o porquê de a vítima apresentar lesões no pescoço.

Todos os depoimentos foram acompanhados pela Promotoria de Criança e do Adolescente, por conselheiros tutelares da região e pelos pais e responsáveis pelas meninas.

O laudo médico apontou como causa da morte “asfixia causada por enforcamento”.

Não havia professores ou monitores no momento do desentendimento entre as adolescentes.

Além de colegas e professores, as alunas envolvidas na briga foram levadas à delegacia, prestaram depoimento e foram liberadas. Os pais delas também foram ouvidos e liberados.

A polícia abriu inquérito para investigar se houve negligência de professores e funcionários da escola e se ocorreu a participação de mais alunos.

O delegado Leonel Baldasso chegou a levantar a hipótese de o estrangulamento ter sido praticado por algum menino, já que ossos do pescoço de Marta foram quebrados devido à violência do ataque. O fato chocou toda a comunidade escolar e também os policiais responsáveis pelas investigações, pois, como foi falado pelo delegado Leonel, as agressoras têm entre 12 e 13 anos de idade.

Familiares de Marta pedem por justiça. Eles descrevem a adolescente como uma menina tranquila e caseira, que não tinha comportamento agressivo.