Apelo, suplício, desespero, gritos de socorro, crianças inocentes enfrentaram medo numa #Escola, em meio a um tiroteio motivado pela guerra do tráfico, em Porto Alegre.

O caso aconteceu na tarde desta quarta-feira, dia 6, e foi relatado no #Facebook pela professora Fabiola Borgias. Os momentos de terror foram vividos [VIDEO] com seus alunos, que estão em fase de alfabetização e têm idade entre 6 e 7 anos. Confira a nota:

Segundo a nota publicada, instalou-se um clima de tensão na sala de aula quando o tiroteio começou e assustou os alunos da escola municipal que fica no bairro Mário Quintana.

A maior parte das crianças ficou chorando baixo ou em silêncio, assustadas e com medo, depois que os tiros cessaram.

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Uma das crianças, que ainda está aprendendo a ler e escrever, levantou-se e escreveu na lousa "Mãe, socoro (sic)".

Impressionada, Fabiola conta que esse foi um soco na cara, e questionou em que mundo estamos vivendo, onde crianças inocentes passam por esse tipo de situação.

Fabíola relata ainda que muitas mães chegaram a invadir a escola e adentraram nas salas de aula para tentar se proteger do tiroteio.

Na hora do terror, a professora conta que a maior parte das crianças se abaixaram e foram se arrastando para embaixo da mesa dela, ficando quietas para tentar se proteger.

Após todo o desespero para tentar acalmar a sala, a professora optou por cantar músicas e fazer brincadeiras, todos sentados no tapete, com o intuito de fazer com que as crianças tirassem o foco do acontecido e ficassem mais relaxadas.

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As crianças assustadas iam se revezando para sentar no colo da professora em busca de alento. E ela revela que não tinha braços suficientes para abraçar todas elas.

Graças a Deus, nesse caso, não houve nenhuma tragédia maior, como mortes de inocentes ou pessoas feridas.

O bairro, que fica na zona norte da Capital gaúcha, onde está localizada a escola de educação infantil, é marcado há algum tempo pelo clima de tensão. Um local de urbanização desenfreada à beira do Arroio do Feijó, considerado um dos lugares mais pobres da capital, para onde várias famílias de outras comunidades se deslocaram. O loca é conhecido por ser sufocado pela violência crescente, resultado do tráfico de drogas.

A #população assustada tenta sobreviver em meio a tamanha violência, pois o crime chegou a um ponto de não respeitar mais as escolas, igrejas e outros locais frequentados pela população.